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25 ago

8 motivos para visitar o Museu do Café em Santos (SP)

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

1) Você poderá conhecer a lendária Bolsa Oficial do Café

Instituição que funcionou no edifício que abriga hoje o Museu do Café, a Bolsa tinha como intuito organizar e intermediar as negociações cafeeiras. A inauguração de sua sede, no dia 7 de setembro de 1922, integrou as comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil. Sua suntuosidade e elementos artísticos, como o vitral e as telas de Benedito Calixto, atenderam a uma narrativa ideológica de valorização da cafeicultura e protagonismo de São Paulo na história do Brasil.

O Salão do Pregão (confira aqui um tour virtual) era o local onde acontecia a principal atividade da Bolsa: as negociações de café intermediadas pelos corretores oficiais.

Salão do Pregão – Créditos: Victor Hugo Mori/Divulgação

2) A belíssima arquitetura

A arquitetura eclética marcou a virada do século XIX para o XX e, em grande parte, foi financiada pela economia cafeeira. O próprio prédio é utilizado para demonstrar a diversidade de saberes e ofícios que estavam envolvidos nesses tipos de construções e marcaram a paisagem urbana do período.

Relógio da torre da Bolsa Oficial de Café. Crédito: Tadeu Nascimento/Divulgação

Além disso, o espaço conta com três pinturas, óleo sobre tela, de Benedito Calixto:  “Fundação da Villa de Santos”; “Porto de Santos em 1822”; “Porto de Santos em 1922” – e o belíssimo vitral “A visão do Anhanguera, a Mãe do Ouro e as Mães d’Água” desenhado por Calixto e confeccionado pela Casa Conrado. Durante o tour, as obras são analisadas tanto individualmente como em conjunto.

Vitral do edifício da Bolsa Oficial de Café. Crédito: Marco Antonio Sá/Divulgação

3) Exposições criativas

Além da Sala do Pregão, o local conta com exposições que nos ensinam mais sobre o café. Uma delas é a exposição "CAFÉ, PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL: CIÊNCIA, HISTÓRIA E ARTE". Inaugurada em dezembro de 2014, essa exposição faz parte de uma nova fase do Museu do Café, resultado do trabalho da equipe nos últimos quatro anos. Dividida em quatro módulos, expõe-se o café sob as perspectivas científicas, históricas e arquitetônicas, explorando a transversalidade de temas que ele possibilita. Por meio de objetos, imagens, vídeos e mapas que se contextualizam as particularidades da produção e comércio do grão ao longo da história até os dias atuais.

Museu do Café/Divulgação

4) Tecnologia e interação

O Museu conta com exposições e ambientes que surpreendem pela interação. Com detalhes que interagem o tempo todo com o visitante, o local ainda conta com sala de projeção e materiais que todos podem mexer, fugindo daquela regra de que em museu não se deve por a mão nas coisas. O local é feito para interagir!

Museu do Café/Divulgação

5) Cursos de Barista

O Museu do Café oferece cursos de todos os tipos para quem quer se aventurar no mundo do café. Vai desde Curso de Barista Básico ao Avançado, Dicas de Barista (curso introdutório e rápido) e muito mais. As cargas horárias e preços são variados e os cursos recebem gente do país todo e até do mundo! Saiba tudo sobre os cursos aqui.

Museu do Café/Divulgação

6) Programação especial

Além do espaço físico, o Museu ainda conta com uma programação variada e imperdível. Aos sábados, por exemplo, são oferecidas visitas com degustação de café gourmet, que são realizadas no Centro de Preparação de Café (CPC) do equipamento cultural, com ingresso a R$ 6,00 (mesmo valor do ingresso da visita ao Museu). Há também música e outras apresentações artísticas. Basta ficar de olho na programação.

Museu do Café/Divulgação

7) Uma cafeteria imperdível

Reconhecida como a melhor cafeteria do litoral sul paulista, a Cafeteria do Museu conta com grande variedade de grãos à disposição de seus clientes para degustar na hora ou levar para casa.

Localizada no piso térreo do edifício da Bolsa Oficial de Café, a Cafeteria do Museu oferece um cardápio que vai muito além do tradicional espresso. São diversas opções de bebidas quentes e geladas, drinques e doces à base de café, sanduíches e salgados, além de cafés das mais variadas regiões produtoras, para saborear na hora ou levar para casa.

Com fluxo diário de 600 pessoas e venda de aproximadamente 450 xícaras de café por dia, a Cafeteria do Museu é premiada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) com o status Premium, no programa de abrangência nacional Círculo do Café de Qualidade. A Cafeteria do Museu funciona de segunda a sábado, das 9h às 18h, e aos domingos, das 10h às 18h.

Museu do Café/Divulgação

8) Bonde Café

Em parceria com a Prefeitura de Santos e a CET, o Museu traz o Bonde Café. O veículo temático é inédito na América Latina e funciona de terça a domingo, inclusive feriados, das 12h às 17h, com um trajeto de 25 minutos pelos principais pontos turísticos do Centro Histórico de Santos.

Para a execução do projeto, um bonde italiano foi adaptado para funcionar como linha turística, espaço para degustação de café e divulgação das atividades e programações culturais do equipamento. O convênio prevê, também, o treinamento de jovens selecionados pela Secretaria de Assistência Social (Seas) para atuar como baristas no veículo.

O diferencial do Bonde Café está na estilização criada durante sua restauração. Além de um layout exclusivo na adesivagem externa, o espaço interno do veículo é equipado com ar condicionado, duas televisões, elevador para deficientes físicos, um frigobar, uma pia, uma máquina de café espresso e mesas e cadeiras para acomodação e degustação gratuita de café gourmet por parte do público. O bondinho comporta até 24 passageiros, além do guia, barista e maquinista.

SERVIÇO

Horários: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h (inclusive feriados). Entre os meses de dezembro e março, o Museu funciona também às segundas-feiras.

Preços: Os ingressos para visitação no Museu do Café custam R$ 6. Estudantes e terceira idade pagam meia-entrada. Funcionários da rede pública do Estado de São Paulo são isentos. Aos sábados, a visitação é gratuita.

Marina Marques redator(a)

Museu do Café – Santos

  • Museus

    Rua XV de Novembro, 95

    Centro

 

Fonte: Guia da Semana

22 ago

Café para leigos

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

Por Takao Miyata | 30 de Julho, 2016

Para muitos ele é imprescindível, para outros apenas amargo, para alguns até laxante. Pode ser aquele que a gente toma de manhã, de tarde ou de noite, pode ser a fruta, a semente, o pó, a bebida ou até mesmo o estabelecimento que vende ele pronto, todos são café.

Xícaras brasileiras

Sempre presente aqui do meu lado, essa bebida chegou ao Brasil em 1727 pela região norte, trazida das Guianas no “jeitinho brasileiro”, através de uma missão dada pelo governador do Maranhão.
Devido principalmente ao nosso clima, o café vingou em nossas terras e “bombou”, desbravou o Brasil, participou ativamente da nossa economia, enfrentou crise com geadas, foi produzido em excesso em algumas épocas, gerou uma era de barões, viu a escravidão, a imigração e hoje vê a tecnologia avançando em técnicas de cultivo, produtos, maquinários e claro, previsões meteorológicas para evitar desperdícios e aumentar a produtividade das safras.

A planta e o pó de café

Para quem não sabe ao certo, o café vem de arbustos de cerca de 2 metros ou mais, suas sementes são colhidas, passam por secagem, são torradas, moídas… e com água quente e um filtro está pronto o café (mas não se engane, para os produtores não é tão simples assim!).
Os arbustos de café levam em média 2 anos para crescer e começar a produzir frutos, vivem pelos menos 25 anos sendo produtivos, mas podem chegar a 100 anos de vida. Suas floradas acontecem todos os anos, mas ela é uma planta de ciclo bienal, ou seja, a planta tem alta produtividade num ano, no outro nem tanto. Alguns produtores até podam os galhos em anos improdutivos para tentar aumentar a colheita nos anos bons.

Condições do clima: só rezar não funciona

Para uma boa safra, os produtores precisam conhecer muito bem o clima da sua região, o que significa saber como foram as últimas safras, saber se costuma chover o suficiente para a cultura crescer, além de conhecer bem os riscos de temperaturas extremas, que prejudicam as plantas se não houver os cuidados necessários.
Com isso, as previsões climáticas guiam o produtor sobre os fenômenos oceânicos como El Niño e La Niña, e assim os produtores podem planejar melhor seus estoques de insumos, além de estimar a produtividade e a comercialização de seus produtos.

Condições do tempo: hoje chove?

Para as operações do dia a dia, como aplicar defensivos, fertilizantes ou irrigar, os produtores utilizam a previsão do tempo, que diferente da climática, tem maior precisão e mostra as condições para os próximos dias. Com elas, os produtores organizam suas tarefas e evitam desperdício de insumos, uma vez que uma chuva pode levar embora uma aplicação feita em hora errada.
Para se ter uma ideia, pesquisas dizem que cerca de 70% da água tratada é utilizada na agricultura. Até aí tudo bem, o problema é que estima-se que 50% dessa água utilizada na agricultura é desperdiçada. Temos muito o que evoluir na tecnologia, nas pesquisas científicas, na conscientização e na gestão dos recursos.

O café no Brasil hoje

Nosso país é o maior produtor mundial, produzindo cerca de 30% de todo o café do planeta. É também o segundo maior consumidor, atrás apenas dos norte-americanos.
Os grãos de café são comercializados em sacas de 60Kg, produzidos principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná e Goiás, que correspondem a quase 99% da produção nacional. Acre, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Pará, Mato Grosso e Rio de Janeiro produzem também. Destacam-se Minas Gerais eEspírito Santo, grandes produtores, além da Alta Mogiana, em São Paulo, região com boa altitude e excelentes condições para a produção de cafés especiais.

Origem do costume de beber café

Às vezes polêmico em relação aos benefícios à saúde, o café é consumido principalmente por causa da cafeína, substância que funciona como estimulante. Como há versões diferentes sobre como alguém descobriu isso, ficamos com as mais legais e conhecidas:
1. Um fazendeiro da Absínia, hoje Etiópia, em meados do século XV, observou que as cabrasque comiam os frutos desse arbusto ficavam “saltitantes e dançantes”, então experimentou e constatou seus efeitos. Ao saber disso, um monge da região passou a se alimentar das sementes para resistir mais ao sono.
2. Tribos africanas utilizavam as sementes desde a antiguidade, fazendo uma pasta paraalimentar os animais e aumentar a força dos guerreiros.

Referências:

Origem lendária do café – Academia do café
História do café no Brasil – Revista Cafeicultura
História do café pela Abic
Pé de café – Revista Cafeicultura
Ciclo bienal do café – Coffee Break
Desperdício de água – Gazeta do Povo
Cenário do café – Ministério da Agricultura

Fonte: Oraculo Meteorolgia

17 ago

Tortinhas de café com chocolate

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Como amanhecemos com uma medalha de ouro para nosso atletismo, num feito inédito de Thiago Braz, no salto com vara, uma receita que tem um toque de café, para lembrar a cidade natal do atleta: Marília, onde a cultura de café já foi muito forte. E claro, no topo um damasco dourado para lembrar a conquista. Vamos comemorar e fazer essa sobremesa fácil e deliciosa com chocolate e um toque suave de café. Gostinho de vitória. Ela pode ser feita em tamanho grande também, em uma forma com cerca de 20 cm de diâmetro e fundo removível.

Ingredientes massa:
1 colher (sopa) achocolatado ou cacau em pó;
1/3 de xícara de açúcar;
100g de manteiga sem sal em ponto de pomada, ou seja, em temperatura ambiente por 1 horinha, mais ou menos, ou até ficar macia
2 xícaras de farinha de trigo
1 ovo
1 pitada de sal
Recheio:

250g de chocolate meio amargo (ou ao leite, se quiser mais doce)
150 ml de creme de leite
50 ml de café (já pronto) forte
Damascos cortados em tirinhas para enfeitar

Preparo:
junte a manteiga, o achocolatado, o açúcar, o sal  e leve para a batedeira até criar um creme fofo e esbranquiçado. Depois acrescente o ovo, bata até homogeneizar e então retire a mistura da batedeira. Com as mãos, incorpore a farinha de trigo, sem trabalhar demais a massa. Embrulhe-a em filme plástico e leve à geladeira por 1 hora. Depois, retire do filme plástico e abra-a com o rolo. Corte do tamanho que dê para cobrir o fundo e as laterais das forminhas de fundo removível (ou use uma forma grande e única). Faça furos na massa com um garfo. Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 30 minutos ou até que as tortinhas estejam douradas.

Recheio:
misture o creme de leite ao chocolate picado e leve ao banho-maria ou ao micro-ondas em potência média por 1 minuto ou até que derreta. Mexa bem e ponha o café. Misture bem novamente.
Montagem:
desenforme as massas assadas, coloque o recheio e enfeite com damasco.

FONTE: blogs.atribuna.com.br

16 ago

Tomar de 3 a 4 xícaras de café por dia pode prevenir infarto, diz estudo

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 (Foto: Kanaka Menehune/ flickr / creative commons)

(FOTO: KANAKA MENEHUNE/ FLICKR / CREATIVE COMMONS)

Tomar de três a quatro xícaras de café por dia poderia diminuir o risco de infarto por obstrução arterial, segundo uma pesquisa realizada por cientistas sul-coreanos e publicada na revista britânica "Heart".

A equipe de cientistas do hospital Kangbuk Samsung, em Seul, concluiu que uma quantidade pequena de café reduz a presença de cálcio nas artérias coronárias, elemento considerado responsável pela aterosclerose.

Os pesquisadores afirmaram, no entanto, que são necessárias novas pesquisas para confirmar o estudo e encontrar uma explicação biológica para os supostos efeitos do café para prevenir a obstrução das artérias.

A pesquisa foi feita com mais de 25 mil homens e mulheres sul-coreanos, com idade média de 21 anos e que não tinham sintomas de doenças cardiovasculares.

A aterosclerose, que consiste na acumulação de lipídios na parede vascular, pode causar o estreitamento e endurecimento das artérias, o que forma perigosos coágulos de sangue capazes de desencadear um derrame cerebral ou infarto.

De acordo com o estudo, a média de cálcio nas artérias das pessoas que ingerem de três a quatro xícaras de café por dia é 10% menor em relação àquelas que tomam de uma ou até três xícaras, e quase 20% menor se comparada aos que bebem menos de uma.

"As evidências sugerem que o consumo de café poderia manter uma relação inversa ao risco de doenças cardiovasculares", de acordo com as conclusões do relatório divulgado pela "Heart".

Os especialistas advertiram, no entanto, que o estudo foi feito na Coreia do Sul, país com uma dieta diferenciada, e por isso os resultados poderiam não ser os mesmos se realizados em outros lugares do mundo.

FONTE: REVISTA GALILEU

04 ago

Confira dicas para fazer o melhor café em casa

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Não tem nada como aquele cafezinho preparado na hora não é mesmo? Além de ser super saboroso e ter até mesmo benefícios de saúde, o café traz conforto, energia e influencia até no estado emocional das pessoas. Afinal, quantas lembranças o cheirinho da bebida passada na hora é capaz de trazer…

Os números apenas confirmam a percepção de que a bebida predileta dos brasileiros é mesmo o café: cada um de nós consome, em média, 1680 xícaras de café por ano ou pouco mais de quatro por dia. Sim, o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de café do mundo, perdendo apenas para aos Estados Unidos. Além disso, estima-se que 93% de toda essa bebida é feita em casa com o uso de coador de pano ou papel.

Para Gelma Franco, especialista em cafés, o Brasil está vivendo um movimento interessante no consumo de café. “O café coado vem invadindo as cafeterias e restaurantes. Já o café espresso e as monodoses, como sachês e cápsulas, estão fazendo o caminho inverso e estacionando nas mesas das famílias”, diz. Isso significa que estamos buscando replicar o sabor do café em várias situações e formas.

Veja dicas para fazer o melhor café do mundo em casa:

A escolha do café – Gelma recomenda a escolha de cafés 100% arábica classificados como gourmet ou especial e que tenham selos de certificação ou procedência. “Esse tipo de grão é considerado nobre e produz uma bebida normalmente mais doce, chegando muitas vezes a dispensar o uso de açúcar”, diz. O aroma e o sabor podem lembrar cereais torrados, flores, frutas ou achocolatados. O café arábica pode ser comprado em casas especializadas.

Em grãos ou moído? – O ideal é comprar o café torrado em grão e moer na hora para conseguir preservar todo o frescor e aromas desse café. Caso não possua o equipamento, pode-se usar o café já torrado e moído, mas que seja acondicionado em embalagem com válvula de respiro para preservar o aroma por mais tempo. Embalagens à vácuo também são boas, porque evitam a oxidação.

Água filtrada e quente – Use sempre água filtrada porque a água natural contém cloro e flúor que alteram o sabor da bebida. Jamais use água fervente porque isso queima o pó. “O ideal é esquentar a água e desligar o fogo antes de realmente começar a ferver”, alerta Gelma. Outra dica é escaldar bule, coador, filtro e até mesmo a xícara antes de usar. Tudo ajuda para manter a temperatura ideal do café.

Quantidade e acondicionamento do pó – Depois de aberta a embalagem, Gelma orienta a colocar o pó num frasco hermeticamente fechado e manter na geladeira. Sobre a quantidade, a especialista diz que a medida ideal é 10 gramas de pó para cada 100 mililitros de água.

Filtro e Garrafa térmica – Para Gelma o filtro de pano é melhor porque ‘segura’ mais os aromas do café. “Além disso, o pó deve ser colocado delicadamente dentro do filtro”. Já a garrafa térmica não é recomendada.
Passando o café – Faça uma pré-infusão: coloque o pó de café no filtro e espalhe um pouco de água quente. É importante para umedecer todo o pó moído de forma homogênea, facilitando a extração por todas as partículas do café. Em seguida coloque a água, partindo do centro, fazendo movimentos circulares, bem devagar para que não formem bolhas ou crie deslocamento brusco na posição do pó no porta-filtro.

Sirva imediatamente – Café bom é café fresco e consumido de imediato.

Fonte: Jornal de Jundiaí

02 ago

Segundo pesquisa, "barato" do café pode depender da genética

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Velocidade com que o corpo metaboliza a cafeína pode ser o que define se a bebida faz bem ou mal
Segundo pesquisa, "barato" do  café pode depender da genética David Hagerman/NYTN


Foto: David Hagerman / NYTNS

Como a maior parte do meu trabalho, esta reportagem não teria sido possível sem café.

Nunca estou plenamente acordado sem tomar minha xícara matinal de expresso. Ela me deixa produtivo, energizado e o que só posso descrever como levemente eufórico. Só que, como um entre os milhões de norte-americanos que adoram cafeína e podem medir sua vida com colheres de café, eu sempre me perguntei: como o hábito de ingerir a bebida afeta a minha saúde?

A comunidade da saúde não consegue concordar se o café está mais para poção ou para veneno. A Associação Americana do Coração diz que a pesquisa sobre se o café provoca doença cardíaca é conflitante. A Organização Mundial da Saúde, que durante anos classificou a bebida como "possivelmente" carcinogênica, voltou atrás há pouco tempo, afirmando que o vínculo entre café e câncer é "inadequado". As diretrizes nacionais de dieta asseguram que o consumo moderado de café pode fazer bem – chegando a reduzir doenças crônicas.

Por que existem tantas provas contrárias sobre o café? A resposta pode estar nos seus genes.

Uma década atrás, Ahmed El-Sohemy, professor do Departamento de Ciências da Nutrição da Universidade de Toronto, Canadá, divulgou uma pesquisa contraditória sobre o café e a ampla variação na maneira pela qual as pessoas reagem a ele. Algumas evitam a bebida porque basta uma xícara para se sentirem trêmulas. Outras podem beber quatro xícaras e mal conseguir manter os olhos abertos. Certas pessoas são estimuladas por ela.

El-Sohemy suspeitava que a relação entre café e doença cardíaca também pudesse variar de um indivíduo para outro. E ele se concentrou num gene em particular, CYP1A2, que controla uma enzima – também chamada CYP1A2 – que determina a velocidade com que nosso organismo processa a cafeína.

Uma variante do gene faz o fígado metabolizar a cafeína rapidamente. Pessoas que herdam duas cópias da variante "veloz" – uma do pai, outra da mãe – costumam ser chamadas de metabolizadores rápidos. Seus corpos metabolizam a cafeína cerca de quatro vezes mais rapidamente do que quem herda uma ou mais cópias da versão lenta do gene. Essas pessoas são os metabolizadores lentos.

Com financiamento do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, El-Sohemy e colegas recrutaram quatro mil adultos, incluindo cerca de dois mil que tiveram ataque cardíaco. A seguir, analisaram os genes e seu consumo de café. Quando examinaram o estudo da população inteira, descobriram que consumir quatro ou mais xícaras de café por dia estava ligado a 36 por cento de aumento no risco de infarto.

Mas, quando dividiram os voluntários em dois grupos – metabolizadores lentos e velozes de cafeína –, os pesquisadores encontraram algo impressionante. O consumo elevado de café somente parecia estar ligado a uma maior probabilidade de infartos nos metabolizadores lentos.

— O risco aumentado que vimos entre a população inteira foi estimulado unicamente pelas pessoas que eram metabolizadores lentos, diz El-Sohemy, que integra a comissão consultora científica da Nutrigenomix, empresa de nutrição personalizada.

A tendência entre metabolizadores velozes era a oposta. Quem bebia de uma a três xícaras de café diárias tinha um risco significativamente reduzido de infarto – sugerindo que para essas pessoas o café era um protetor.

El-Sohemy suspeita que como a cafeína fica mais tempo no organismo dos metabolizadores lentos, ela tem mais tempo para funcionar como gatilho de ataques cardíacos. Já os metabolizadores velozes tiram rapidamente a cafeína de seus corpos, permitindo que os antioxidantes, polifenóis e outros compostos saudáveis do café entrem em ação sem os efeitos colaterais da cafeína.

Outro estudo recente parece apontar na mesma direção. Na Itália, uma equipe de cientistas examinou a hipertensão em 553 metabolizadores lentos e velozes de cafeína. Novamente, o perfil genético dos voluntários previu se o café possuía potencial saudável ou nocivo. Bebedores moderados e intensos de café apresentavam probabilidade significativamente maior de ter hipertensão caso apresentassem metabolismo lento. Já as pessoas com metabolismo veloz viram o risco de hipertensão cair com o aumento de ingestão de café.

Isso não quer dizer que todo bebedor de café deva sair correndo e analisar os genes CYP1A2 por uma das muitas empresas que oferecem testes genéticos ao consumidor. A Dra. Marilyn Cornelis, professora adjunta da Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, afirma ter localizado vários genes envolvidos no metabolismo da cafeína, e que depender de um ou dois fatores genéticos poderia dar uma falsa noção de tranquilidade às pessoas.

— Claramente, existem outros fatores genéticos e ambientais que contribuem para as diferenças no metabolismo da cafeína, e eles não são capturados pelos exames atuais, ela diz.

Todavia, essa compreensão maior do vínculo entre café e genética abriu uma área ampla de pesquisa. Os cientistas agora estão estudando se o gene CYP1A2, entre outros, podem mediar a influência do café no câncer de mama e de ovário, diabetes do tipo dois e até mesmo no mal de Parkinson.

Isso também levou a um exame mais atento dos efeitos da cafeína nos exercícios. Embora se aceite há muito tempo que a cafeína aprimore o desempenho esportivo, pesquisa de Christopher J. Womack, professor de cinesiologia da Universidade James Madison, EUA, sugere que atletas de resistência com metabolismo veloz de cafeína podem se beneficiar mais do que outros.

Em estudo de 2012, Womack e colegas pesquisaram o efeito de pílulas de cafeína e placebos no desempenho de ciclistas homens. Womack constatou que os metabolizadores lentos completaram uma corrida de 40 quilômetros em uma bicicleta ergométrica um minuto mais rápido com a cafeína. Já os metabolizadores velozes melhoraram o tempo em quatro minutos.

Womack suspeita que o metabolismo rápido de cafeína tenha acelerado ainda mais o sistema nervoso simpático – que controla a reação de lutar ou fugir – dos metabolizadores velozes.

Em estudo de 2015, Cornelis e equipe de cientistas internacionais identificaram oito variantes genéticas que parecem estimular mais as pessoas a procurar café, incluindo duas que estão envolvidas nos efeitos de recompensa psicológica da cafeína.

A pesquisa poderia ajudar a explicar por que algumas pessoas sentem pouco ou nenhum entusiasmo por um café fresquinho, enquanto outras, como eu, não conseguem imaginar uma manhã sem ele.