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27 fev

O café que dá tchan ao blend

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

O café que dá tchan ao blend

Consumidores europeus estão de olho na qualidade e sustentabilidade da bebida brasileira

Por Viviane Taguchi, de Carmo de Minas (MG) e Amsterdã (Holanda)*

café_europa_grão (Foto: Editora Globo / Marcelo Min)Café no Velho Continente é altamente valorizado (Foto: Editora Globo / Marcelo Min)

Matéria originalmente publicada na edição de fevereiro de 2015 de GLOBO RURAL


O relógio batia na casa de 4 da tarde e os termômetros nos 5 graus. Em alguns minutos mais e graus a menos, as ruas de Amsterdã, a capital mais inquieta da Europa, ficaria empanturrada de gente. Turistas e nativos começavam a lotar o centro da cidade procurando diversão, cultura, boa comida e, claro, um café, bebida que, faça sol, chuva ou neve, não passa despercebida no Velho Continente. Só que, para agradar o gosto desse exigente freguês, a bebida precisa ser especial, e isso não quer dizer que basta ter qualidade, característica sempre exigida por eles. Na hora de comprar café, o consumidor quer mais e não se importa em pagar 7 euros (R$ 21) por um espresso ou 20 euros, em torno de R$ 62, por 250 gramas de grãos que tenham sido produzidos de forma sustentável em algum canto do mundo.

Quando percebeu que o consumidor tinha essas ideias na cabeça e não estava só olhando para a qualidade, o comerciante Tiago Gawlinski, gaúcho que emigrou para a Holanda em 1991, aproveitou a deixa para faturar. Faz seis anos que ele abriu em Amsterdã uma cafeteria especializada em cafés brasileiros, a Casa Brazuca. “Antes disso, era garçom e os clientes me perguntavam sobre a origem do café e como era produzido. Queriam saber se tinha agrotóxicos”, contou Gawlinski, ao receber a equipe de GLOBO RURAL numa de suas duas lojas. “Tem clientes que vêm de outros bairros para comprar café que não lhes ofereça risco à saúde.”

O brasileiro diz que 90% dos frequentadores da loja têm essa preocupação. “Pedem café orgânico, certificado, livre de agrotóxicos.” Às vezes, diz ele, a exigência do cliente é tanta que eles mudam o jeito de consumir. “Começaram a pedir que eu vendesse grãos torrados e moídos para fazerem café em casa.” Gawlinski tem numa das lojas uma minitorrefatora com capacidade para 2 quilos de café. Em abril de 2014, investiu em outra empresa. “Abri uma torrefatora maior para atender à demanda.” Com o investimento, ele passou a beneficiar 35 quilos de café por dia e já pensa em expandir o negócio. Na Casa Brazuca, o pacote de 250 gramas mais barato sai por 6 euros (R$ 18), ou 22 euros o quilo (R$ 66), e o mais caro (e mais vendido, em embalagens de 250 gramas) por 19,50 euros (R$ 60). Um espresso custa 3,40 euros (R$ 10).

Tomar café é ritual

Enquanto o Brasil vive a febre das máquinas de café domésticas, na Europa (que já passou por essa tendência), a tradição de fazer café em casa está em alta. Paula Koelemij, gerente de uma das torrefatoras mais antigas da Europa, a Simon Lévelt, acredita que a mudança no hábito de consumo está ligada à conscientização da população europeia em relação à saúde e à preservação do meio ambiente. “Eles não querem tomar café nos escritórios e empresas (os cafés de máquina) porque são muito fortes. No trabalho, tomam chá e deixam para tomar café em casa”, conta. “Um café com a garantia de ter sido produzido de forma saudável.” Paula diz ainda que, apesar de serem exigentes, os clientes ainda não diferenciam, ao pé da letra, o que é orgânico de sustentável. “Não precisa ser orgânico, mas deve ter sido produzido de forma sustentável.”

Segundo ela, que já elaborou enquetes entre os clientes e concluiu que, quanto maior o grau de escolaridade, maior a exigência, a preocupação com a saúde vem em primeiro lugar na hora da compra, mas a conscientização em relação à preservação da natureza nos países produtores cresce. “Você vê as pessoas na loja colocando os smartphones sobre o QR Code (código que permite rastrear a cadeia produtiva do item) para saber a história dos grãos”, afirma. “A demanda está impulsionando o mercado de cafés sustentáveis no mundo.”

Na loja da companhia, que fica em Amstellven, nos arredores da capital, há inúmeros silos com cafés de várias partes do mundo. O vendedor Raymond Broesen diz que os clientes vão à loja fazer o próprio blend e também há aqueles que levam café para casa. “Eles fazem do ato de tomar café um ritual”, diz. Segundo Broesen, os consumidores não chiam na hora de pagar 20 euros por 100 gramas porque já contabilizam o preço da sustentabilidade no bolso. “Estão dispostos a pagar por produtos especiais.”

"EM QUALQUER BLEND, O CAFÉ BRASILEIRO É QUE DÁ O EQUILÍBRIO ENTRE AROMA E SABOR"

A Simon Lévelt investe na compra de cafés certificados desde os anos 2000. Hoje, 99% do portfólio da companhia tem selos de certificações como UTZ, RainForest ou FairTrade. “Especialmente no Brasil, trabalhamos com fazendas que têm iniciativas sustentáveis, pois o café brasileiro, para qualquer blend que se faça, é o que dá aquele ‘tchan’, o equilíbrio entre aroma e sabor.”

A primeira empresa holandesa a investir nesse nicho foi a Ahold Coffee Company (ACC), maior torrefatora do país, com capacidade para 20 milhões de quilos de café por ano. Jeroen de Jager, CEO da companhia, afirma que hoje 100% dos negócios fechados lá são baseados em sustentabilidade. “A transparência entre a indústria e o cliente tem de ser cada vez maior. O consumidor final quer essa aproximação, ele exige saber o que está comprando”, afirma.

café_europa_grão (Foto: Editora Globo / Marcelo Min)Faça sol, chuva ou neve, na Holanda sempre é hora de tomar um bom café (Foto: Editora Globo / Marcelo Min)

A ACC é o braço industrial do setor cafeeiro da Ahold Company, que controla 3.074 supermercados, o popular Albert Hejn, na Holanda. É nesta rede varejista que eles distribuem 180 diferentes produtos, feitos a partir de 35 tipos de cafés, que vão do mais comum aos mais requintados. “O consumidor tem opções de comprar qualquer tipo de café, e todos são certificados”, emenda Martijn Duin, gerente de compras de grãos da ACC. “Mesmo que a maioria dos consumidores não saibam exatamente o que significa a certificação, eles sabem que é uma garantia de ter sido produzido com responsabilidade. A rastreabilidade prova isso.”

Para atender à demanda do freguês, Duin compra cafés com certificação do mundo todo, mas principalmente do Brasil, que representa 35% dos cafés produzidos pela ACC. Os demais grãos vêm do Vietnã (15%), América Central (24%), África (11%), Indonésia (9%) e Índia (4%); e 97% dos cafés da ACC têm a certificação UTZ e 3% a FairTrade.

Sustentabilidade tem preço

Em Amstelveen também fica a sede do Grupo Douqué, empresa familiar que compra grãos de café verde mundo afora desde 1895 para vender à Europa. Gert-Jan Kos, especialista em compra e venda da Douqué, diz que a cada ano aumentam os pedidos das torrefatoras europeias por grãos certificados. “É crescente a demanda por grãos com certificação porque ela, por si só, prova ao consumidor final que aquele grão de café é um produto saudável e que foi produzido de forma responsável no Brasil ou em outro país”, diz ele. “O consumidor final confia nas empresas certificadoras, que fazem um trabalho intenso na cadeia produtiva.”

Annette Douqué, sobrinha-neta do fundador da empresa, conta que, como o principal negócio é a compra e venda de grãos arábica verde, o grupo mantém escritórios na Colômbia e no Brasil (em Santos, no litoral paulista) para facilitar as negociações. Annette tem 24 anos, está se especializando em marketing e reforça que os fornecedores de cafés certificados se tornam fiéis e parte essencial do negócio. “É uma via de mão dupla que beneficia o fornecedor, que terá adicionais no preço, e para nós, que entregaremos o grão demandado pela indústria”, diz.

Han de Groot, diretor executivo global da UTZ Certified, diz que não existe prêmio fixo, porque isso depende de fazenda para fazenda. “A certificação foca a qualidade, gestão e rentabilidade das culturas (a UTZ também certifica cacau e chá). Cada frente implementada tem métricas de mensuração e avaliação. Para uma fazenda obter o selo, há protocolos com mais de 150 pontos de controle”, diz Groot. Os controles vão desde o manejo do solo, água, podas, fertilização e treinamento de pessoas até diferenciação de custos por talhão. “O prêmio pago pela sustentabilidade pode variar de R$ 5 a R$ 25 por saca, mas há casos de acréscimos de R$ 100 ou mais.” Annette emenda: “É uma negociação mais vantajosa”.

A UTZ Certified, criada em 1999 pelo guatemalco Nick Bocklandt, atua em 64 países e em torno de 120.000 hectares. De acordo com Groot, nos últimos quatro anos, 82 mil fazendas aderiram ao programa e o mais curioso é que 81% dessas propriedades têm área menor que 2 hectares. Eduardo Sampaio, representante da UTZ no Brasil, estima que aqui sejam produzidos cerca de 4 milhões de sacas de café com o selo, e pelo menos 1,5 milhão de sacas são exportadas para Europa, América do Norte e Ásia – e esse número deve aumentar nos próximos anos.

Sampaio aposta no aumento do número de fazendas certificadas não só no Brasil, mas em todos os países produtores de café, por vários motivos. “Porque é uma forma de os pequenos agricultores, principalmente, agregarem valor ao produto, para compensar os custos de produção, pois o ambiente, por si só, exige manejos mais adequados que protejam os cultivos e porque o mercado comprador lá fora quer. E paga”, diz.

"Antes, era na galega"

Uma das ações da UTZ no Brasil foi firmar parceria com multinacionais para angariar mais adeptos ao selo, sobretudo pequenos produtores de café de alta qualidade. Com a Syngenta, em 2013, criou o programa Caminho Sustentia, que certifica coletivamente fazendas que fazem parte do Nucoffee, programa de exportações da multinacional que existe desde 2011. Por ora, o programa só funciona no Brasil.

Segundo Juan Gimenes, gerente de novos negócios da Syngenta Nucoffee, em 2014, 143 unidades produtivas aderiram ao Caminho Sustentia (120 produtores e oito cooperativas), somando uma área próxima de 4.000 hectares e 100 mil sacas, mas a meta é chegar a 10 mil produtores certificados até 2020 e dobrar a produção de café de alta qualidade, cumprindo o The Good Growth Plan, meta da multinacional que visa incrementar em 1,4% por ano por fazenda o volume de alimentos produzidos. “O valor do café não está apenas na xícara, está na origem”, defende Gimenes. “Buscar mais valor na cadeia produtiva mexe com a vida do produtor. Para melhor.”

A certificação não impõe prêmio fixo, mas, em Minas, as sacas atingiram R$ 1.600

José Wagner Ribeiro Junqueira, de 75 anos, é um dos associados da Cooperativa Regional de Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), em Carmo de Minas (MG). Sua família produz café nessas terras faz 201 anos e, em 2013, quando colheu 1.500 sacas, ele aderiu ao Caminho Sustentia. “Nessa atividade, eu já vi e já vivi tudo. Os bons momentos e os ruins. Acho que este é um bom momento de novo”, diz o produtor. “Juro, estava quase desistindo.”

Junqueira teme que 2015 seja um ano difícil para o café, devido à seca que atingiu a região no ano passado, mas suas lavouras estão em ótimas condições agronômicas, graças à adoção das boas práticas agrícolas, uma das regras para a UTZ. Kléber de Castro Junqueira, filho de José Wagner, diz que a mudança no manejo e treinamento de pessoal já proporcionou a eles uma economia de 50% só com o uso racional de defensivos químicos. “Uma das coisas que aprendemos foi administrar melhor. Todo fazendeiro tem condições de fazer uma gestão facilitada e com isso cuidar melhor da propriedade, ter mais lucros”, diz.

Na Fazenda Serra das Três Barras, dos Junqueira, as variedades produzidas são bourbon amarelo, catucaí e catuaí. “Conseguimos comercializar essas variedades com valor agregado. Foi a saída para driblarmos os altos custos de produção”, afirma. O irmão de Kléber, Ralph, presidente da Cocarive, lembra que a adesão coletiva à UTZ está fazendo diferença no bolso dos produtores neste começo de 2015. Em 2013, os 661 associados da cooperativa (com média de 10 hectares) produziram 230 mil sacas de variedades arábicas do grão. “Em 2014, o volume caiu para 80 mil sacas”, lamenta. No ano passado, em Carmo de Minas, alguns produtores conseguiram comercializar sacas por até R$ 1.600.

Para incentivar os associados a aderir à sustentabilidade, a Cocarive criou um concurso de qualidade. Em 2014, Maria do Carmo Neiva Junqueira, proprietária do Café do Cedro, teve seu produto valorizado pela primeira vez. “Levamos um tempo para nos adaptar e o início foi muito difícil. Hoje, não vemos como trabalhar de outra forma”, diz ela, se referindo ao modelo de gestão da UTZ. “A meta agora é certificar as quatro fazendas.” A família possui na região seis fazendas e duas são certificadas. Em 2013, foram produzidas 1.300 sacas e muitas foram comercializadas por R$ 1.090.

Roberson Carneiro, gerente da fazenda, conta que em dois anos tudo mudou por lá. “Foi uma revolução. A rotina do trabalho, que era tão complicada, ficou simples. Os gastos eram grandes e agora a economia é maior, porque há controle”, conta o funcionário. Entre as melhorias listadas estão produtividades mais altas, melhores preços, gestão facilitada e aumento na qualidade de vida dos colaboradores. “Antes, era tudo na ‘galega’. Agora, temos direção e vontade de continuar”, afirma Breno Neiva Junqueira, sócio do grupo. “E eu, que achava que sabia tudo sobre café…”

Com informações do Globo Rural

25 fev

Nespresso é um café sustentável ?

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nespresso café capsulas

Nespresso – café sustentável?

Quem se preocupa de onde vem o café que bebe e para onde vai a cápsula que usa? A Nespresso preocupa, e muito.

Desde a origem dos grãos de café, passando pela eficiência das máquinas e terminando na recolha das cápsulas, a Nespresso tem feito um grande esforço para diminuir a sua pegada ecológica.

ecolaboration costa-rica la-giorgia café

Ecolaboration™ é um percurso para a Nespresso se tornar uma empresa mais sustentável. Uma colaboração estreita com os agricultores, organizações de certificação ambiental e social, como the Rainforest Alliance, e com os próprios funcionários.

Os grãos de café são de alta qualidade e comprados a produtores que respeitam o ambiente e os direitos dos agricultores.

As cápsulas são feitas de alumínio, o melhor material disponível atualmente para proteger o café de fatores como o oxigénio e a luz solar, que podem comprometer o sabor e a qualidade.

café capsulas nespresso reciclagem

Separação do café e das cápsulas de alumínio.

O alumínio é infinitamente reciclável. Após a utilização continua manter todas as propriedades, o que torna possível a sua reciclagem, transformando-o em novos produtos. Pelo fato de ser leve, a utilização de alumínio permite ainda poupanças em termos de transporte e ao nível ambiental.

A análise do ciclo de vida é uma ferramenta científica que permite determinar os impactos ambientais de todas as fases da vida de determinado produto, desde a produção, utilização e rejeição. No caso do café analisa desde a produção do grão no campo até à xícara.

nespresso café capsulas

O estudo do ciclo de vida do café Nespresso chegou à conclusão que os principais fatores de impacto ambiental ocorrem na utilização das máquinas, no cultivo do café e na produção e reciclagem das cápsulas.

Desde 2009, a Nespresso já reduziu a pegada de carbono de uma chávena em 20%.

Por isso, um dos principais objetivos da marca é tornar mais sustentável o cultivo do café e a utilização das máquinas, tornando-as cada vez mais eficientes. Com informações NOCTULA Channel

23 fev

Indústria busca soluções ecologicamente corretas para cápsulas

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nespresso-café-capsulas

A tendência por buscar soluções sustentáveis para seus produtos tem ganhado força no mercado cafeeiro. É o que aponta o último Relatório Internacional de Tendências Do Café, divulgado hoje (4/2). Um dos produtos apontados como alvo desta busca é a cápsula, vista muitas vezes como vilã do meio ambiente. Para mudar esse fato muitas indústrias tem procurado mudanças, que vão desde a reciclagem até o uso de materiais biodegradáveis.

Um dos exemplos citados pelo Bureau é a americana Keurig Green Mountain, que se preocupou com a produção de cápsulas recicláveis. As single cups são feitas de três partes: o copo plástico, em que somente 5% é reciclável; a folha de alumínio que mantém o café fresco e um filtro dentro da cápsula, aponta o informativo. Contudo, a companhia continua buscando se adequar mais ao mercado, já que seus K-cups não são bem vistos nos círculos ambientais devido à dificuldade em se reciclar as cápsulas.

Algumas metas da Keurig já foram traçadas e um ponto de destaque é o programa chamado Grounds to Grow on que permite a logística reversa de seus produtos, ou seja, irá recolher os K-cups utilizados que passarão por um processo de transformação a fim de obter energia. Além disso, ela já oferece para seu sistema Vue uma coleção de cápsulas feitas por polipropileno reciclável e o acessório My K-cup que tem um filtro reutilizável.  Com infornações da ABIC / Café Point.

18 fev

Pesquisa na UFG usa borra de café como filtro para obter água potável

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Estudo diz que material é filtro 3 vezes mais eficiente do que carvão ativado.
Professor do Timor Leste fez descoberta na tese de doutorado, em Goiânia.

 

Tese de Julião Pereira, 31, provou que borra de café pode virar filtro de água (Foto: Fernanda Borges/G1)Julião Pereira, 31, provou que borra de café pode ser usada como filtro de água (Foto: Fernanda Borges/G1)

A tese de doutorado do professor Julião Pereira, 31 anos, natural do Timor Leste, país localizado no sudeste asiático, descobriu na borra de café uma alternativa de baixo custo para se obter água potável. De acordo com a pesquisa, desenvolvida na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, o resíduo, que normalmente é descartado após o café ser coado, passa por um processo até que seja extraída a chamada “torta de café”, que, segundo os pesquisadores, é um filtro três vezes mais eficiente do que o carvão ativado.

A pesquisa, orientada pelo professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, coordenador do Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), foi iniciada em 2009, assim que Julião chegou ao Brasil, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras, do Ministério da Educação. Isso foi possível graças a um termo de cooperação assinado pelo governo brasileiro com o Timor Leste para formação profissional de timorenses. A ideia é que o projeto de Julião seja implantado no país natal, que sofre com a falta de água tratada.

De acordo com o professor, após seis anos de pesquisa, Julião comprovou que a borra de café é uma solução barata para o problema de calamidade pública do seu país. “Depois de fazer inúmeros testes para verificar se o material poderia reter mais poluentes, como metais tóxicos e agrotóxicos, foi comprovado que ele é muito mais eficiente do que o carvão ativado, existente nos purificadores, que custam, em média, R$ 400. Então, criamos algo que é muito mais barato, eficiente a partir de algo que iria para o lixo”.
Nelson explica que, como o Lames já tem experiência em aproveitar resíduos que são descartados e transformá-los em produtos úteis, a borra do café, que não servia mais para nada, foi vista como uma boa alternativa para filtrar a água. “Inicialmente, secamos o resíduo no sol, já que lá no Timor Leste essa seria a melhor maneira. Tudo foi complexo, pois tivemos que adequar o processo para a realidade daquele país”.
Com a borra de café seca, o material é submetido a três processos de extração. Primeiro, são retirados 15% de óleo de café, que pode ser usado na indústria alimentícia, de biocombustíveis, de cosméticos. Depois, na segunda etapa, é extraído o aroma do café, que também pode ser reaproveitado na indústria alimentícia e de bebidas. Por fim, no terceiro processo, é extraído um fertilizante, que pode ser utilizado na própria cafeicultura. “Ao final de tudo isso, chegamos àquilo que chamamos de ‘torta de café’. Ela não tem mais cheiro ou sabor e filtra a água com eficiência”, explicou o professor.

Sistema usando 'torta de café' e garrafa de plástico se transforma em filtro (Foto: Fernanda Borges/G1)
Sistema usando ‘torta de café’ e garrafa de plástico
se transforma em filtro (Foto: Fernanda Borges/G1)

‘Torta de café
No total, o processo para extração da “torta de café” leva 24 horas e, com o material preparado, os pesquisadores passaram a desenvolver uma forma simples para uso no Timor Leste. “Como não há recursos para uma produção de filtro muito elaborada por lá, criamos uma forma simples de montagem, usando tecido ou algodão, a ‘torta de café’ e uma garrafa de plástico”, relatou Nelson.

Ele explica que, primeiro, são feitos furinhos na tampa da garrafa. Depois, é colocado o tecido ou algodão. “Em seguida, vem a ‘torta de café’ e, mais uma vez, outra camada de algodão. E o filtro está pronto. A água pode ser colocada por cima e o que sair pela tampa está apto para consumo”, conta.

De acordo com o professor, para o consumo de uma casa, por exemplo, o ideal é que os filtros à base de café sejam trocados a cada um ano e meio. “Claro que isso depende da quantidade de água filtrada, mas é fato que toda água proveniente de represa, rios e poços artesianos, que normalmente são usadas para consumo, ficarão devidamente potável. Para o Timor Leste, que sofre com a falta de água tratada, isso será revolucionário”.

Ideia
Após chegar ao Brasil, em 2009, Julião lembra que tinha a missão de fazer uma graduação e voltar para casa com um projeto de melhoria do meio ambiente. “Eu não tinha noção do que iria fazer, mas eu sofri muito bebendo água imprópria e sabia que esse era um problema grave no meu país. Conversando com os professores, eu disse que queria uma maneira de tratar a água, já que lá não existe tratamento como o que é feito por aqui. Pensamos que precisávamos de algum recurso simples e destaquei que lá existem muitas plantações de café e os estudos se concentraram nisso”, lembra.
A partir daí, já com orientação do professor Nelson, Julião passou a estudar como a borra de café poderia ser usada para tratar a água. “No mesmo ano, começamos as pesquisas e vimos que os resultados eram satisfatórios. Foquei minha tese nisso”, conta Julião.

Resíduos extraídos da borra até a obtenção da 'torta de café' (Foto: Fernanda Borges/G1)
Resíduos extraídos da borra até a obtenção da ‘torta de café’ (Foto: Fernanda Borges/G1)

O orientador lembra que, ao saber sobre a situação do Timor Leste, concordou com o aluno de que os problemas com água potável eram gravíssimos e que algo precisava ser feito. “Eu pesquisei sobre o país, que ficou em guerra contra a Indonésia por 24 anos, e recebeu como herança desse conflito a devastação. Com isso, em 2009, apenas 5% da população recebia água potável e isso apenas na capital, Díli, e nas cercanias do Palácio do Governo”, contou.

Com base na identificação do problema, o professor lembra que era preciso pensar em uma maneira de purificar a água com recursos disponíveis no país. “Foi aí que o Julião falou sobre a cafeicultura era uma das poucas atividades agroindustriais organizada no país. Tínhamos pessoas que produziam, beneficiavam e comercializavam o café tanto para a população do país, o governo e para a vizinha Indonésia. Sendo assim, o produto tinha que ser o alvo dos estudos”, relata Nelson.

Resultados
Desde que chegou ao país, Julião só retornou para casa em 2014, quando conversou com o representantes do governo do Timor Leste sobre a descoberta. Agora, com a conclusão da pesquisa, o objetivo é que ele volte para lá e repasse os conhecimentos adiante.

“A ideia é que seja criada uma cooperativa e que as autoridades se comprometam com o fornecimento da borra de café. Aí ela passará por todo o processo de extração e o óleo, o aroma e o fertilizante poderão ser comercializados. O que sobrar, que é a ‘torta de café’, deverá ser doado para a produção dos filtros, para que sejam distribuídos gratuitamente para a população”, destacou o professor.

Julião e seu orientador, o professor Nelson Antoniosi Filho (Foto: Fernanda Borges/G1)
Julião e seu orientador, o professor Nelson
Antoniosi Filho (Foto: Fernanda Borges/G1)

Para Nelson, em um país tão carente de recursos como o Timor Leste, essa medida simples pode levar um enorme benefício para a sociedade. “Além da melhoria na saúde pública do país, acreditamos que o fornecimento de água de qualidade também pode ajudar na redução de conflitos, já que uma vez que não se existe abastecimento de qualidade para todos isso pode provocar uma tensão interna”, afirma.

Mas a medida também deve beneficiar os brasileiros. “Estamos conversando com uma empresa que está querendo comercializar o produto. Ainda não sabemos os custos finais, mas o nosso acerto com essa companhia é de que, a cada filtro vendido no Brasil, um seja doado para a comunidade carente. Sabemos que não é possível criar algo assim por aqui sem custos, mas essa seria uma alternativa para beneficiar brasileiros que também não têm acesso à água potável”.

No Brasil, além do sucesso com a pesquisa, Julião também conheceu uma jovem, com quem tem uma filha de dois meses. Eles irão se casar nos próximos dias e, depois de concluir o doutorado, seguirão para o Timor Leste. “Em 2016 pretendo voltar. Será um prazer enorme chegar em casa, encontrar meus pais, e repassar meus conhecimentos para ajudar o povo. Fico muito feliz por ter tido essa oportunidade de ter vindo para o Brasil, encontrado as pessoas certas e ter, de fato, descoberto uma forma de ajudar as pessoas a ter vida melhor”, comemora. Com informações de Fernanda Borges Do G1 GO

13 fev

Ciência confirma: Quanto mais café que você beber, mais tempo de vida você vai ter

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O café é uma das bebidas mais saudáveis ​​do planeta.

É mais do que apenas o líquido de cor escura com cafeína … café, na verdade, contém centenas de compostos diferentes, alguns dos quais têm importantes benefícios à saúde.

Vários estudos têm mostrado agora maciças que as pessoas que bebem mais café vivem mais e têm um risco reduzido de doenças como Alzheimer e diabetes.

O café é uma importante fonte de antioxidantes

Brunette novo que aprecia a chávena de café

Quando a água quente atravessa a borra de café durante a preparação, as substâncias presentes nos grãos de café misturar com a água e se tornar parte da bebida.

Algumas dessas substâncias são bem conhecidos, incluindo cafeína , mas há centenasde outros compostos em lá também, muitas das quais a ciência ainda tem de identificar.

Muitos destes compostos são antioxidantes que protegem o corpo contra a oxidação, o que envolve os radicais livres que as moléculas de danos no corpo.

Sem entrar em detalhes complicados, a oxidação é acreditado para ser um dos mecanismos por trás do envelhecimento e doenças comuns, como câncer e doenças cardíacas.

Café, acredite ou não, passa a ser a maior fonte de antioxidantes na dieta ocidental , superando ambos os frutos e legumes … combinadas ( 1 , 2 , 3 ).

Quando você está tratando a si mesmo com uma xícara de café, você não está recebendo apenas cafeína, mas um monte de outros compostos benéficos, incluindo antioxidantes poderosos. Fonte: Authority Nutrition

11 fev

Brasil avança na produção de cafés sustentáveis

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 cafe natural bsca

As tecnologias desenvolvidas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, contribuem com o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, da ABIC.

Adaptar o mercado cafeeiro brasileiro às novas tendências e exigências mundiais de consumo consciente de produtos desenvolvidos respeitando a sustentabilidade econômica, social e ambiental é um desafio que vem sendo enfrentado pela Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, parceira do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Nesse contexto, são diversos os programas criados e implementados pela ABIC para atender os mercados cada vez mais exigentes. Um dos mais conhecidos é o Selo de Pureza da Abic, que atesta a qualidade e a pureza do café torrado e moído. Há cerca de oito anos, a Abic agregou o quesito sustentabilidade do café a suas ações de certificação com resultados perceptíveis no setor graças ao Programa Cafés Sustentáveis do Brasil – PCS.

A inovação tecnológica tem sido parceira imprescindível nesse processo de busca pela sustentabilidade da cafeicultura nacional. Segundo o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, as tecnologias desenvolvidas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café contribuem direta e indiretamente com esse Programa da Abic, consolidando o Brasil como líder da produção e exportação e segundo maior consumidor mundial, como também possibilitado avanço significativo na produção de cafés sustentáveis.

Programa Cafés Sustentáveis – Para estimular a sustentabilidade na produção de café, com qualidade e certificação, a ABIC desenvolveu o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil. A iniciativa estabelece uma série de requisitos a serem atendidos em toda a cadeia do fornecimento do café, desde o processo agrícola e beneficiamento, passando pela fase industrial de torrefação, moagem e embalagem, para conquista do selo de certificação. O Programa distingue as marcas de café torrado e torrado e moído que agregam qualidade e sustentabilidade. O selo na embalagem comprova que 60% da composição do blend, ou seja, da matéria-prima básica para cafés superiores e gourmets, são provenientes de fornecedores sustentáveis.

Os cafés diferenciados pelo selo de sustentabilidade, com rastreabilidade assegurada desde a planta até a xícara, devem atender à Normas de Qualidade Recomendável e Boas Práticas de Fabricação de Cafés Torrados em Grão e Cafés Torrados e Moídos, do Programa de Qualidade do Café – PQC, que assegura a qualidade da bebida e as características sensoriais do produto final. O PQC é também um programa da Abic. O enfoque de sustentabilidade do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil se baseia nas "metas do milênio" e no "pacto global" (Global Compact), ambos programas da Organização das Nações Unidas – ONU.

Para o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, o incentivo à sustentabilidade e qualidade do café em todas as fases da sua produção é uma maneira produtiva, competitiva e eficaz de melhorar as condições das pessoas que trabalham no cultivo, processamento, industrialização e comércio, assim como aumentar a oferta de cafés com melhor qualidade ao mercado consumidor, aumentando o consumo e tornando toda a cadeia mais lucrativa e sustentável.

Para conhecer mais sobre o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, a Embrapa Café entrevistou o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz.

Embrapa Café: O que é o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil e seus objetivos? Em que momento e como o Programa iniciou suas atividades?

Nathan Herszkowicz: O Programa Cafés Sustentáveis – PCS do Brasil foi criado pela ABIC em 24 de outubro de 2006 para estimular a oferta de cafés sustentáveis e oferecer às industrias oportunidade de se posicionarem nesse novo segmento de mercado no momento em que o conceito da sustentabilidade começava a se propagar. Ao mesmo tempo, o PCS representou uma forma de agregar valor ao produto em toda a cadeia produtiva, premiando os produtores de cafés sustentáveis com maior renda e maior valor de venda de sua produção. O Programa é um exemplo de como unir produtores e torrefadores em torno de um propósito comum. Os primeiros parceiros foram produtores do Cerrado Mineiro por meio de acordo da ABIC com o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado – CACCER.

Embrapa Café: Como o Programa de Qualidade do Café tem contribuído para a identificação dos cafés sustentáveis? Quais os requisitos exigidos e sua abrangência?

Nathan Herszkowicz: O PCS permite o uso de um logotipo próprio, o qual as empresas que aderem ao programa podem usar em suas embalagens para identificar seus produtos diferenciados aos consumidores. O logotipo traz uma árvore envolvida por uma xícara de café e o nome Programa Cafés Sustentáveis do Brasil – PCS. Diferentemente de outros programas de sustentabilidade, é um nome brasileiro e que traduz rapidamente, pela sua leitura, o que o produto tem como diferencial. Os produtos certificados PCS são cafés de qualidade boa a excelente (qualidade essa que deve ser comprovada em auditorias anuais), produzidos com 60% do blend originado em fazendas com certificação nacional ou internacional de sustentabilidade. Os produtos que recebem o selo PCS devem, necessariamente, participar do Programa de Qualidade do Café – PQC, da ABIC, o que assegura a qualidade da bebida, sabor, aroma e outros atributos, além de indicar a categoria de qualidade onde o produto se enquadra.

Embrapa Café: Do ponto de vista social, ambiental e econômico, quais os requisitos mínimos de sustentabilidade exigidos pelo Programa?

Nathan Herszkowicz: Há uma lista de requisitos mínimos. Na dimensão ambiental, por exemplo, pode-se citar a proteção dos mananciais de água e da vegetação ao longo dos cursos de água. Na social, a liberdade de associação e negociação e condições dignas de trabalho. Para consultá-los na íntegra, sugiro ler a Norma de Sustentabilidade para a Cadeia do Café – Cafés Sustentáveis do Brasil, da ABIC. Para acessá-las, basta consultar Norma ABIC de Sustentabilidade para a Cadeia do .

Embrapa Café: Como são feitos os acordos de cooperação entre cafeicultores, suas organizações e os industriais?

Nathan Herszkowicz: As empresas interessadas recebem uma lista de organizações e cooperativas ou produtores que possuem certificação de sustentabilidade comprovada. O contato é livre entre vendedores e compradores e, uma vez escolhidos os parceiros, as informações são transferidas para a ABIC, que verifica se todos os requisitos estão atendidos, determina se há necessidade de auditoria prévia e, finalmente, concede à empresa a sua certificação, divulgando suas marcas em seu site e demais mídias da ABIC.

Embrapa Café: Com a adoção do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que benefícios produtores, indústria, trabalhadores e consumidores estão usufruindo?

Nathan Herszkowicz: Todos os envolvidos, desde o produtor ate o comerciante de café, a indústria e o varejo supermercadista ou outros canais de distribuição, diferenciam-se pela oferta de cafés sustentáveis. Esse nicho de mercado vem tendo procura crescente e representa fator determinante de compra para um certo segmento de consumidores conscientes de seu papel na preservação do meio ambiente e na melhoria das relações de trabalho, padrão de vida, escolaridade, renda e satisfação pessoal dos envolvidos na produção de café. A indústria, por sua vez, ganha o reconhecimento dos consumidores como empresa e marcas inseridas nesse novo e importante conceito de sustentabilidade.

Embrapa Café: Na sua opinião, como as pesquisas do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, têm colaborado para o PCS?

Nathan Herszkowicz: A Produção Integrada do Café, que reúne um conjunto de tecnologias e de boas práticas agrícolas, é grande aliada da sustentabilidade. Assim, o desenvolvimento pela pesquisa de novas cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras, de técnicas avançadas de manejo e colheita, secagem, armazenamento, irrigação e reúso de água e preparo do grão, entre outras, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, tem garantido condições sustentáveis no campo, o que faz do Brasil o país produtor com maior número de propriedades certificadas.

Embrapa Café: Que outras iniciativas de certificação da ABIC poderia citar?

Nathan Herszkowicz: A ABIC trabalha atualmente na consolidação e crescimento de todos os seus programas de certificação e qualidade: Selo de Pureza, PQC e PCS. Lembro ainda que há outro programa, o Nível Mínimo de Qualidade – NMQ, voltado para orientar a aquisição de cafés com melhor qualidade em licitações públicas e privadas, iniciativa que vem crescendo e permitindo a compra de café muito bons ou excelentes. E há ainda um programa de futuro promissor, que é o "Café na Merenda, Saúde na Escola", que leva café com leite para o lanche de crianças de escolas públicas, permitindo que os estudantes usufruam dos benefícios do café para a saúde: melhoria da memória e da concentração, da prontidão para o trabalho escolar, entre outros.

A Abic, o Consórcio Pesquisa Café e a Embrapa Café

A Abic é uma entidade sem fins lucrativos parceira do Consórcio Pesquisa Café e também uma das integrantes, pela iniciativa privada, do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. As ações do Consórcio são desenvolvidas e estruturadas com base em focos temáticos estabelecidos pelo CDPC.

CDPC

É composto por representantes da iniciativa privada e do governo. Pela iniciativa privada: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA; Conselho Nacional do Café – CNC; Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC; Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel – ABICS; e Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – CECAFÉ; pelo governo, Mapa, Ministério da Fazenda – MF, Ministério das Relações Exteriores – MRE, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG.

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