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30 dez

História do Café os primeiros cultivos e a linha do tempo

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

Os primeiros cultivos de café
A planta de café é originária da Etiópia, centro da África, onde ainda hoje faz parte da vegetação natural. Foi a Arábia a responsável pela propagação da cultura do café. O nome café não é originário da Kaffa, local de origem da planta, e sim da palavra árabe qahwa, que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou à Europa no século XIV.
Os manuscritos mais antigos mencionando a cultura do café datam de 575 no Yêmen, onde, consumido como fruto in natura, passa a ser cultivado. Somente no século XVI, na Pérsia, os primeiros grãos de café foram torrados para se transformar na bebida que hoje conhecemos.
O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves pelos árabes. Era proibido que estrangeiros se aproximassem das plantações, e os árabes protegiam as mudas com a própria vida. A semente de café fora do pergaminho não brota, portanto, somente nessas condições as sementes podiam deixar o país.
A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, trazido por viajantes em suas frequentes viagens ao oriente. Até o século XVII, somente os árabes produziam café. Alemães, franceses e italianos procuravam desesperadamente uma maneira de desenvolver o plantio em suas colônias.
Mas foram os holandeses que conseguiram as primeiras mudas e as cultivaram nas estufas do jardim botânico de Amsterdã, fato que tornou a bebida uma das mais consumidas no velho continente, passando a fazer parte definitiva dos hábitos dos europeus.
A partir destas plantas, os holandeses iniciaram em 1699, plantios experimentais em Java. Essa experiência de sucesso trouxe lucro, encorajando outros países a tentar o mesmo. A Europa maravilhava-se com o cafeeiro como planta decorativa, enquanto os holandeses ampliavam o cultivo para Sumatra, e os franceses, presenteados com um pé de café pelo burgomestre de Amsterdã, iniciavam testes nas ilhas de Sandwich e Bourbon.
Com as experiências holandesa e francesa, o cultivo de café foi levado para outras colônias européias. O crescente mercado consumidor europeu propiciou a expansão do plantio de café em países africanos e a sua chegada ao Novo Mundo. Pelas mãos dos colonizadores europeus, o café chegou ao Suriname, São Domingos, Cuba, Porto Rico e Guianas. Foi por meio das Guianas que chegou ao norte do Brasil. Desta maneira, o segredo dos árabes se espalhou por todos os cantos do mundo.
A lenda do café
Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem.
Uma das mais aceitas e divulgadas é a do pastor Kaldi, que viveu na Absínia, hoje Etiópia, há cerca de mil anos. Ela conta que Kaldi, observando suas cabras, notou que elas ficavam alegres e saltitantes e que esta energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio.
O pastor notou que as frutas eram fonte de alegria e motivação, e somente com a ajuda delas o rebanho conseguia caminhar por vários quilômetros por subidas infindáveis.
Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais a um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yemen.
A cultura da bebida café
Segure uma xícara exalando o aroma de um bom café e você estará com a história em suas mãos.
Apenas um pequeno gole dessa saborosa bebida fará com que você possa fazer parte de uma enorme cadeia de produção, romantismo e lances de muito arrojo, iniciada há mais de mil anos na Etiópia.
O hábito de tomar café foi desenvolvido na cultura árabe. No início, o café era conhecido apenas por suas propriedades estimulantes e a fruta era consumida fresca, sendo utilizada para alimentar e estimular os rebanhos durante viagens. Com o tempo, o café começou a ser macerado e misturado com gordura animal para facilitar seu consumo durante as viagens.
Em 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas, fervendo-as em água. Somente no século XIV, o processo de torrefação foi desenvolvido, e finalmente a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias de hoje. A difusão da bebida no mundo árabe foi bastante rápida. O café passou a fazer parte do dia-a-dia dos árabes sendo que, em 1475, até foi promulgada uma lei permitindo à mulher pedir o divórcio, se o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária da bebida. A admiração pelo café chegou mais tarde à Europa durante a expansão do Império Otomano.
As Cafeterias
Foi em Meca que surgiram as primeiras cafeterias, conhecidas como Kaveh Kanes. Cidades como Meca, eram centros religiosos para reza e meditação e a religião muçulmana proibia o consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica. Desta forma, os Kaveh Kanes se transformaram em casas onde era possível se passar à tarde conversando, ouvindo música e bebendo café. A bebida conquistou Constantinopla, Síria e demais regiões próximas. As cafeterias tornaram-se famosas no Oriente pelo seu luxo e suntuosidade e pelos encontros entre comerciantes, para a discussão de negócios ou reuniões de lazer.
O café conquistou definitivamente a Europa a partir de 1615, trazido dos países árabes por comerciantes italianos. O hábito de tomar o café, principalmente em Veneza, estava associado aos encontros sociais e à música que ocorriam nas alegres Botteghe Del Caffè. Em 1687 os turcos abandonaram várias sacas de café às portas de Viena, após uma tentativa frustrada de conquista, e estas foram usadas como prêmio pela vitória. Assim é aberta a primeira coffee house de Viena e difundido o hábito de coar a bebida e bebê-la adoçada com leite – o famoso café vienense.
As cafeterias desenvolveram-se na Europa durante o século XVII, enquanto florescia o Iluminismo e se planejava a Revolução Francesa. Durante tardes inteiras, jovens reuniam-se em torno de várias xícaras de café, discutindo o destino das nações, declamando poemas, lendo livros ou simplesmente passando o tempo. Atualmente, algumas casas famosas como o Café Procope, em Paris, e o Café Florian, em Veneza, ainda preservam o glamour dessa época.
Até hoje os cafés são locais onde pessoas se reúnem para discutir assunto importantes ou simplesmente passar o tempo, sendo o ritual do cafezinho uma tradição que sobreviveu a todas as transformações.
Nos últimos anos, houve uma onda provocada pelas modernas máquinas de café expresso, que revolucionaram o hábito do cafezinho, permitindo um crescimento vertiginoso das cadeias de lojas de café.
A técnica de gerenciamento por meio do sistema de licença da marca também permitiu um rápido desenvolvimento dessas lojas especiais, voltadas para um mercado mais exigente, o de café Gourmet.
O café no Brasil
O café chegou ao norte do Brasil, mais precisamente em Belém, em 1727, trazido da Guiana Francesa para o Brasil pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara às Guianas com essa missão. Já naquela época o café possuía grande valor comercial.
Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, conseguindo conquistar sua confiança. Assim, uma pequena muda de café Arábica foi oferecida clandestinamente e trazida escondida na bagagem desse brasileiro.
Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente, com produção voltada para o mercado doméstico. Em sua trajetória pelo Brasil o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou a produção de riquezas.
Em condições favoráveis a cultura se estabeleceu inicialmente no Vale do Rio Paraíba, iniciando em 1825 um novo ciclo econômico no país. No final do século XVIII, a produção cafeeira do Haiti — até então o principal exportador mundial do produto — entrou em crise devido à longa guerra de independência que o país manteve contra a França. Aproveitando-se desse quadro, o Brasil aumentou significativamente a sua produção e, embora ainda em pequena escala, passou a exportar o produto com maior regularidade. Os embarques foram realizados pela primeira vez em1779, com a insignificante quantia de 79 arrobas. Somente em 1806 as exportações atingiram um volume mais significativo, de 80 mil arrobas.
Por quase um século, o café foi a grande riqueza brasileira, e as divisas geradas pela economia cafeeira aceleraram o desenvolvimento do Brasil e o inseriram nas relações internacionais de comércio. A cultura do café ocupou vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e dinamização de importantes centros urbanos por todo o interior do Estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná.
Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e até mesmo intensificou movimentos culturais. A partir de então o café e o povo brasileiro passam a ser indissociáveis.
A riqueza fluía pelos cafezais, evidenciada nas elegantes mansões dos fazendeiros, que traziam a cultura européia aos teatros erguidos nas novas cidades do interior paulista. Durante dez décadas o Brasil cresceu, movido pelo hábito do cafezinho, servido nas refeições de meio mundo, interiorizando nossa cultura, construindo fábricas, promovendo a miscigenação racial, dominando partidos políticos, derrubando a monarquia e abolindo a escravidão.
Além de ter sido fonte de muitas das nossas riquezas, o café permitiu alguns feitos extraordinários. Durante muito tempo, o café brasileiro mais conhecido em todo o mundo era o tipo Santos. A qualidade do café santista e o fato de ser um dos principais portos exportadores do produto determinou a criação do Café Tipo Santos.
Implantado com o mínimo de conhecimento da cultura, em regiões que mais tarde se tornaram inadequadas para seu cultivo, a cafeicultura no centro-sul do Brasil começou a ter problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando prejuízos incalculáveis.
Depois de uma longa crise, a cafeicultura nacional se reorganizou e os produtores, industriais e exportadores voltaram a alimentar esperanças de um futuro melhor. A busca pela região ideal para a cultura do café se estendeu por todo o país, se firmando hoje em regiões do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. O café continua hoje, a ser um dos produtos mais importantes para o Brasil e é, sem dúvida, o mais brasileiro de todos. Hoje o país é o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial do produto.
O trajeto do cultivo do café no Brasil
O primeiro plantio ocorreu em 1727, no Pará. Devido às nossas condições climáticas, o cultivo de café se espalhou rapidamente.
O ponto de partida das grandes plantações foi o Rio de Janeiro, com as matas da Tijuca tornando-se grandes cafezais. O café estende-se para Angra dos Reis, Parati e chegou a São Paulo por Ubatuba. Em pouco tempo, o vale do rio Paraíba se tornou a grande região produtora da lavoura cafeeira no Brasil. Esta região com altitude e clima excelentes para o cultivo, possibilitou o surgimento de uma área centralizadora de culturas e população. Subindo pelo rio, o café invadiu a parte oriental da província de São Paulo e a região da fronteira de Minas Gerais. Na época o Rio de Janeiro era o porto de escoamento do produto e centro financeiro.
Entretanto, a cultura do café em áreas com declive acentuado e o total descuido quanto à preservação do solo gerou uma erosão intensa. Por este motivo, as terras se esgotaram rapidamente e a cultura cafeeira migrou para outro local, o oeste da província de São Paulo, centralizando-se em Campinas e estendendo-se até Ribeirão Preto.
Campinas passou a ser então o grande pólo produtor do país. As culturas estendiam-se em largas superfícies uniformes, cobrindo a paisagem a perder de vista, formando os famosos "mares de café". Na região, os cafezais sofriam menos com esgotamento dos solos pela superfície plana da região, que facilitava ainda a comunicação e o transporte e proporcionava uma concentração da riqueza. Enquanto no Vale do Paraíba foi estabelecido um sistema complexo de estradas férreas, nessa nova região foi implantada uma boa rede de estradas rodoviárias e ferroviárias. Com este novo pólo produtor, o café mudou seu centro de escoamento, sendo toda a produção do oeste paulista a enviada a São Paulo e depois exportada a partir do porto de Santos.
A cafeicultura no centro-sul do Brasil enfrentou problemas em 1870, quando uma grande geada atingiu as plantações do oeste paulista provocando grandes prejuízos, e, mais tarde, durante a crise de 1929. No entanto, após se recuperar das crises, a região se manteve como importante centro produtor. Nela se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. Como a busca pela região ideal para a cultura do café cobriu todo o país, a Bahia se firmou como pólo produtor no Nordeste e a Rondônia na região Norte.
As grandes fazendas de café
As plantações de café foram fundadas em grandes propriedades com monocultoras trabalhadas por escravos, substituídas mais tarde por trabalhadores assalariados: as grandes fazendas de café.
Estas fazendas ficaram famosas por sua arquitetura típica e seus equipamentos. Tanques em que o grão é lavado logo depois da colheita, terreiros para secagem, máquinas de seleção e beneficiamento fazem parte desse ambiente. A senzala dos escravos ou colônias de trabalhadores livres finaliza a caracterização das fazendas cafeeiras. A fazenda de café, desde a semente até a xícara, era um pequeno mundo, quase isolado.
O desenvolvimento da produção cafeeira esteve intimamente relacionado com a quantidade de mão-de-obra disponível. Para incentivar a produção de café, a administração do Estado de São Paulo fez da questão imigratória o projeto central de suas atividades, estabelecendo um sistema que oferecia auxílio formal à imigração européia, principalmente à italiana. Por meio de um programa que cuidava da propaganda em seu país de origem, os imigrantes eram trazidos desde seu domicílio na Europa até a fazenda de café. A imigração ajudou na conquista de áreas ainda não exploradas, permitindo rápido desenvolvimento do Estado de São Paulo.
Com a mão-de-obra imigrante a cultura ganhou impulso e durante três quartos de século, quase toda riqueza do país se concentrou na agricultura cafeeira. O Brasil dominava 70% da produção mundial e ditava as regras do mercado. Nessa época os fazendeiros de café se tornaram a elite social e política, formando umas das últimas aristocracias brasileiras. A opulência dos plantadores de café permitiu a construção dos grandes e bonitos casarões das fazendas e de mansões na cidade de São Paulo e financiou a industrialização no sudeste do país.
A crise de 29
A quebra na bolsa de Nova York em outubro de 29 foi um golpe para a estabilidade da economia cafeeira.
O café não resistiu ao abalo sofrido no mundo financeiro e o seu preço caiu bruscamente. As lavouras de café enfrentaram a verdadeira dimensão do mercado.
Nesse processo, milhões de sacas de café estocadas foram queimadas e milhões de pés de café foram erradicados, na tentativa de estancar a queda contínua de preços provocada pelos excedentes de produção.
Quando a economia mundial conseguiu se recuperar do golpe de 1929, o Sudeste do país voltou a crescer, desta vez com perspectivas lastreadas na cafeicultura e na indústria, que assumia parcelas maiores da economia. O café retomou sua importante posição nas exportações brasileiras e, mesmo perdendo mercado para outros países produtores, o país ainda se mantém como maior produtor de café do mundo.
Das suas épocas áureas, ainda nos restam às belas sedes das fazendas coloniais, um extenso material técnico-científico, plantações centenárias e o hábito nacional do cafezinho.
O café brasileiro na atualidade
Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional de café, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.
As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia.
A produção de café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia.
As principais regiões produtoras no Estado de São Paulo são a Mogiana, Alta Paulista Região de Pirajú. Uma das mais tradicionais regiões produtoras de café, a Mogiana está localizada ao norte do estado, com cafezais a uma altitude que varia entre 900 e 1.000 metros. A região produz somente café da espécie arábica, sendo que as variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo. Localizada na região oeste do estado, a Alta Paulista tem uma altitude média de 600 metros. A região é produtora de café arábica, sendo que a variedade mais cultivada é a Mundo Novo. A região de Piraju, a uma altitude média de 700 metros, produz café arábica, com cerca de 75% sendo da variedade Catuaí, 15% da variedade Mundo Novo e 10% de novas variedades, como Obatã, Icatu, entre outras.
Em Minas Gerais, as principais regiões produtoras são: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Matas de Minas e Jequitinhonha. A altitude média do Cerrado Mineiro é de 800 metros e dentre o café arábica cultivado, a predominância é de plantas das variedades Mundo Novo e Catuaí. O Sul de Minas também produz apenas café arábica e a altitude média é de aproximadamente 950 metros. As variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo, mas também há lavouras das variedades Icatu, Obatã e Catuaí Rubi. As regiões das Matas de Minas e de Jequitinhonha estão a uma altitude média de 650 metros e possuem lavouras de arábica das variedades Catuaí (80%), Mundo Novo, entre outras.
O Paraná chegou a ter 1,8 milhões de hectares dedicados ao cultivo de café. Hoje esse número é de apenas 156 mil hectares, mas o café ainda está presente em aproximadamente 210 municípios do estado e é responsável por 3,2% da renda agrícola paranaense. O café é cultivado nas regiões do Norte Pioneiro, Norte, Noroeste e Oeste do Estado. As áreas de cultivo são muito extensas, o que justifica a grande variação de altitudes. A altitude média é de aproximadamente 650 metros, sendo que na região do Arenito, próximo ao rio Paraná, a altitude é de 350 metros e na região de Apucarana chega a 900 metros. No Estado é cultivada a espécie arábica e as variedades predominantes são Mundo Novo e Catuaí.
A cafeicultura na Bahia surgiu a partir da década de 1970 e teve uma grande influência no desenvolvimento econômico de alguns municípios. Há atualmente três regiões produtoras consolidadas: a do Planalto, mais tradicional produtora de café arábica; a Região Oeste, também produtora de café arábica, sendo uma região de cerrado com irrigação e a Litorânea, com plantios predominantes do café robusta (variedade Conillon). Na Região Oeste, um número expressivo de empresas utilizando alta tecnologia para café irrigado vem se instalando, contribuindo, assim, para a expansão da produção em áreas não tradicionais de cultivo e consolidando a posição do Estado como o quinto maior produtor com, aproximadamente, 5% da produção nacional. No parque cafeeiro estadual predomina a produção de café Arábica com 76% da produção (com 95% sendo da variedade Catuaí) contra 24% de Café Robusta.
No Espírito Santo, os principais municípios produtores são Linhares, São Mateus, Nova Venecia, São Gabriel da Palha, Vila Valério e Águia Branca. O café foi o produto responsável pelo desenvolvimento de um grande número de cidades no Estado. São cultivadas no estado as espécies arábica e robusta (Conillon), tendo sido marcante a produção desta última, que se expandiu principalmente nas regiões baixas, de temperaturas elevadas. Atualmente as lavouras de robusta ocupam mais de 73% do parque cafeeiro estadual e respondem por 64,8% da produção brasileira da variedade. O Estado coloca o Brasil como segundo maior produtor mundial de Conillon.
No Estado de Rondônia a produção de café está concentrada nas cidades de Vilhena, Cafelândia, Cacoal, Rolim de Moura e Ji-Paraná. No cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior estado produtor e o segundo maior estado produtor de café Robusta, com uma área de 165 mil hectares e uma produção de 2,1 milhões de sacas, constituídas exclusivamente pelo café robusta (variedade Conillon).
Linha do tempo do café

  • Lenda de Kaldi, um pastor de cabras que descobre o valor estimulante do café.
  • O café, utilizado como alimento cru, começa a ser cultivado em grande quantidade no Yêmen
  • Tribos da Etiópia consomem a fruta macerada, misturada com banha, como alimento.
  • Descobre-se a infusão de café. A fruta é mergulhada em água fervida, e esta infusão é usada com fins medicinais.
  • O hábito de beber café torna-se popular em Constantinopla, levado pelo Império Otomano.
  • Primeiro café do mundo é aberto em Constantinopla, o Kiva Han. As leis turcas permitiam que a esposa pedisse o divórcio caso o marido não fosse capaz de prover uma cota de café.
  • A bebida é preparada da mesma forma que conhecemos nos dias de hoje. O café se torna popular na Arábia, e como o Alcorão proíbe as bebidas alcoólicas, passa a ser bastante utilizado em cerimônias religiosas.
  • Khair Beg, governador de Meca, tenta proibir o consumo de café. O sultão, sabendo do ocorrido, decreta uma lei torna o café uma bebida sagrada e condena o governador à morte.
  • O café é levado para Mokha, onde se inicia um grande cultivo.
  • Prospero Alpino descreve o cafeeiro no livro De Plantis Aegypti, publicado em Veneza.
  • A primeira importação de café para Europa é feita pelos Venezianos.
  • A prática da torrefação e moagem de café espalha-se pela Europa. Um dos responsáveis por esta divulgação foi a "Botteghe del Caffè". No Cairo, inicia-se o uso de açúcar para adoçar o café.
  • Abre-se o primeiro café de Londres, Pasquar Rose, que causou conflito religioso, já que o café era considerado uma bebida impura por alguns religiosos da Inglaterra.
  • Os holandeses conseguem algumas mudas de café de Mokha
  • O café invade a América do Norte, levado pelos holandeses.
  • Em Nova Amsterdã (Nova York) e Filadélfia, são abertas as primeiras coffee shops.
  • Nova York inicia um grande mercado de grãos de café em Wall Street, a Exchange Coffee House.
  • O exército otomano cerca Viena. Franz Georg Kolschitzky, um vienense, escapa do cerco turco e sai em busca de reforço. Os turcos recuam, deixando para trás várias sacas de café que Franz declara suas como "recompensas" pela vitória. Assim é aberta a primeira coffee house de Viena e difundido o hábito de coar a bebida e bebê-la adoçada com leite.
  • É aberto o primeiro café de Paris, o Procope, que atualmente é um restaurante em que se pode sentir a tradição das primeiras cafeterias européias.
  • Da estufa do jardim botânico de Amsterdã, saem alguns pés de café e, em 1699, inicia-se plantio experimental em Java e posteriormente em Sumatra.
  • O rei francês Louis XIV é presenteado com plantas de café pelo burgomestre de Amsterdã. Estas são colocadas na estufa dos jardins de Versailles. Destas mudas, os franceses levam o café para as Ilhas de Sandwich e Bourbon.
  • Holandeses levam o café para o Suriname, região nordeste da América do Sul, que se transforma em um grande centro produtor.
  • Floriano Francesconi inaugura o café Florian na Piazza San Marco, em Veneza, até hoje uma tradição.
  • Gabriel Mathieu de Clieu, capitão da marinha francesa, viaja para a Martinica levando mudas de café. A viagem é longa e algumas mudas morrem. O capitão resolve dividir com elas a sua ração de água para que chegassem ao continente. As plantas sobrevivem à viagem e se adaptam muito bem ao clima local. Infelizmente o capitão, que já tinha 80 anos na época da viagem, não ficou vivo o suficiente para ver o resultado de seus esforços, que deram origem a grandes plantações, que seriam as ancestrais da América.
  • Primeira plantação de café em terras brasileiras. O café começa a ser cultivado no Pará, a partir de uma muda trazida do Suriname, por Francisco de Melo Palheta.
  • Ingleses iniciam plantações na Jamaica, dando origem ao famoso café Blue Mountain.
  • Johann Sebastian Bach compõe a Contata do Café. As cafeterias já haviam se tornado um local para apreciação da música.
  • Mudas de Goa são trazidas para o Rio de Janeiro. O café é plantado na Gávea e na Tijuca por João Alberto Castello Branco.
  • O cientista alemão Ferdinand Runge descobre a cafeína a partir do café.
  • Depois de avançar pelo Vale do Paraíba, o café torna-se uma commodity importante para os brasileiros e chega a Campinas consagrando-a como a capital da cafeicultura paulista.
  • Brasil torna-se uma grande potência exportadora de café com 26 milhões de pés plantados.
  • Inaugurada a Estrada de Ferro Santos /Jundiaí, que unia o principal porto de exportação à região produtora de café.
  • Ludwig Roselius coloca no mercado o primeiro café sem cafeína.
  • Com a crise de 29, decorrente da quebra na bolsa, há uma desestabilização do mercado. O financiamento junto aos bancos estrangeiros é interrompido, e os preços despencam, levando o setor para uma enorme crise.
  • Fim do domínio brasileiro no mercado de café.
  • Começa nos EUA a popularização do café expresso, com a difusão de redes de cafeterias.
  • As máquinas de café expresso automáticas ganham presença no mundo todo.
  • Consumo mundial supera a barreira dos 100 milhões de sacas.
  • Brasil atingiu recorde de quase 3 milhões de dólares na exportação de café, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.
  • Comitê do Conselho da Bolsa de Nova York coloca na pauta o café despolpado brasileiro. A quantidade de lojas especiais para café na América do Norte supera a casa das 10 mil.
22 dez

Espaço infantil é a atração do Museu do Café para as férias de janeiro

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

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O Museu do Café, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, prepara uma super programação para as crianças durante as férias escolares do mês de janeiro. Entre os dias 6 e 31, o equipamento oferece aos seus visitantes o espaço Café com Leite, com uma série de jogos educativos, brincadeiras para a família, teatro de fantoches, oficinas, pula-pula, piscina de bolinha e muito mais, com atividades específicas aos finais de semana. O espaço infantil funcionará sempre de quarta a domingo, das 10h às 16h, com valor de entrada a R$ 6,00 e gratuidade aos sábados.

O espaço Café com Leite será instalado no Salão do Pregão, que, devido às obras de restauro iniciadas no mês de novembro, está sem o mobiliário composto por 81 cadeiras 73 mesas e o vitral do artista Benedito Calixto, que também foi retirado. O local foi adaptado para receber famílias durante o período férias, oferecendo uma experiência lúdica e divertida durante a visita ao Museu do Café.

A programação começa no dia 6, das 10h às 16h, e as famílias que visitarem o museu encontrarão um espaço repleto de jogos educativos. Aos finais de semana, o espaço Café com Leite traz atrações especiais e para todos os gostos, como Contação de Histórias (09/01 e 23/01) e Teatro de Fantoches (10/01 e 24/01) aos sábados e Maratona da Família (10/01 e 23/01) e Quiz Café (17/01 e 31/01) aos domingos. Todas as atividades acontecem às 15h. Outra atração que irá compor o espaço em todos os domingos é a “Esculturas de Balões”, que acontece às 11h.

O ingresso para o espaço Café com Leite dá direito à visita às exposições do equipamento cultural, e vice-versa. O Museu do Café fica à rua XV de Novembro, 95, no Centro Histórico de Santos. Seu horário de funcionamento é de terça a sábado das 9h às 17h, e aos domingos entre 10h e 17h. Os ingressos para visitação custam R$ 6, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada. Aos sábados, a visitação é gratuita. Já a Cafeteria do Museu funciona de segunda a sábado das 9h às 18h, e aos domingos entre 10h e 18h. Outras informações estão disponíveis no site www.museudocafe.org.br.

Serviço
Espaço Café com Leite
Local: Museu do Café
Endereço: Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos – SP
Data: de 6 a 31 de janeiro
Expediente: de quarta a domingo, das 10h às 16h
Valor: R$ 6,00
Faixa-etária: 0 a 12 anos
Telefone: (13) 3213-1750

21 dez

CÁPSULAS: Ambev passa Coca e anuncia cápsula de guaraná Antarctica para fazer em casa

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Foto: Priscila Pagliuso

A Whirlpool, fabricante da Brastemp, e a empresa de bebidas Ambev, dona das marcas de cervejas Brahma, Skol e Antarctica, anunciaram nesta terça-feira (19) que vão produzir cápsulas de guaraná Antarctica para a máquina de bebidas B.blend. 

A cápsula vai produzir o refrigerante de guaraná "idêntico ao de garrafa ou lata" e deve chegar ao mercado até o final do ano, segundo o presidente da B.blend, Thiago Nori.

Anunciada em agosto, a máquina começa a ser vendida para consumidores de São Paulo e Campinas (SP), a R$ 3.499. As cápsulas, também vendidas pelo site, custam de R$ 1,99 a R$ 4. Como promoção de lançamento, os primeiros 500 compradores da máquina ganham 100 cápsulas.

A máquina produz bebidas não alcoólicas de dez categorias, como café, chá, suco, energético, chocolate e refrigerante. As empresas afirmam que a máquina é a primeira no mundo a produzir tanto bebidas quentes quanto frias. São 20 opções de sabores, a principio, mas a ideia é aumentar esse número, segundo as empresas.

Parceria entre as duas empresas para produzir a máquina e as cápsulas, a B.Blend é metade da Whirlpool e metade da Ambev. As empresas não revelaram o investimento no negócio. Segundo o vice-presidente de Novos Negócios da Whirlpool, Fernando Yunes, o projeto da B.blend foi o que nais recebeu investimentos da empresa nos últimos anos.

Disputa com Coca-Cola

Já existem no mercado várias opções de máquinas para fazer refrigerantes. Recentemente, a Coca-Cola anunciou a compra de uma participação de 10% na Green Mountain, uma empresa que fabrica máquinas e cápsulas para produção de café e bebidas quentes.

A parceria vai desenvolver uma máquina de refrigerante que deve permitir à Coca-Cola lançar cápsulas para produção da bebida em casa. Com informações do UOL.

16 dez

Pesquisa descobre café sabor menta mentolado

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Do café de coador ao café expresso, do café simples ao gourmet, nenhum mostra ainda toda a variedade de sabores oferecida pelos grãos. Cientistas de São Paulo descobriram que é possível encontrar na natureza cafés mentolados. Tem café com gosto de alecrim, eucalipto, menta, hortelã e especiarias, que permitem uma reconfiguração dos cafezais à indústria.

O resultado dessas pesquisas vem sendo divulgado pelo Instituto Agronômico (IAC). O Programa de Cafés Especiais do IAC desenvolve pesquisas relacionadas à melhoria da qualidade do café, com ênfase à identificação de cultivares de Coffea arabica com perfil sensorial diferenciado.

Durante pesquisas recentes, os degustadores profissionais ficaram impressionados e surpresos com os “novos” aromas, segundo o IAC. Os grãos foram classificados como exóticos. Os próprios especialistas não conheciam cafés com esses sabores. Para que cheguem aos consumidores, no entanto, devem ser necessários pares de anos.

As sementes são de plantas de cafés arábicas selvagens, ou seja, que tiveram suas características formadas e preservadas pela própria natureza. Porém, também podem ser alcançadas por meio do cruzamento de cultivares específicas. Trata-se de “cultivares elite com alguns acessos que fazem parte do germoplasma de Coffea spp mantido pelo Instituto”, divulgou o IAC. O banco de cafés inclui materiais genéticos de países como a Etiópia.

Hoje, a cafeicultura brasileira usa largamente as sementes desenvolvidas pelo IAC. O instituto estima que sua participação seja de 90%.

O Gerson Silva Giomo, especialista em tecnologia de processamento e qualidade que coordena o projeto, conta que “houve confirmação de que realmente existem cafés com perfil sensorial bastante diferenciado dos cafés tradicionalmente cultivados no Brasil”. A descoberta mostra que o foco das pesquisas não é mais só volume, mas também qualidade.

Giomo define cafés exóticos como “cafés que, além da excelente qualidade de bebida, possuem sabores e/ou aromas complementares que lhe conferem mais complexidade sensorial e os tornam raros e diferenciados dos demais cafés”. Daí a expectativa de abertura de novos mercados e linhas de produção. “Os cafés exóticos podem apresentar mais de uma característica sensorial diferenciadora ao mesmo tempo”, acrescenta.

Ele diz que ainda é muito cedo para falar de seleção e multiplicação dessas cultivares. “É um processo de alta complexidade que se executa em longo prazo (…) Os testes em campo deverão contemplar diversos ambientes de produção e diferentes formas de processamento.” As sementes terão de atingir padrões técnicos para se tornarem cultivares do IAC. Fonte: Gazeta do Povo

15 dez

Aposte nos benefícios do café para atletas

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

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O café é uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo. Cada brasileiro, por exemplo, consome o equivalente a 83 litros por ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Além de ser gostoso e perfeito para os momentos de socialização, o cafezinho proporciona benefícios para o organismo. Segundo a nutricionista Nathalia Todesco Fiori, da Núcleo de Nutrição e Bem-Estar Amaral & Fiori, em São Paulo, o grão do café (torrado ou verde) apresenta uma grande concentração de cafeína, que é aliada de quem pratica atividade física e na alimentação de quem quer emagrecer. “A substância conta com efeito estimulante, antioxidante e é um termogênico natural, ou seja, acelera o metabolismo e estimula a queima de gordura”, diz.

10 dez

Grão é bom para a pele, cabelo e corpo

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

Confira as dicas para cuidar da sua pele
BELEZA CAFÉ. 

Sujeira boa: a modelo Janine Machado experimenta a máscara facial com borra de café. Apesar de não gostar da bebida, ela aprovou o resultado.
fotos: divulgação

Originário da Etiópia, o café chegou ao Brasil ainda no período colonial, trazido pelos portugueses. No século 19, foi responsável por um período de prosperidade econômica do país e ainda hoje é considerado uma preferência nacional. E engana-se quem acha que o lugar dele é somente na cozinha. Provamos que, quando o assunto é beleza, o grão é capaz de mostrar todo seu ecletismo, tornando-se protagonista de diversos tratamentos estéticos, que vão dos pés aos fios de cabelo. Hidratação capilar, massagem corporal, esfoliação para os pés. São diversas as opções!
A dermatologista Kaliandra Cainelli, da Dermais Clínica de Beleza, explica que essa versatilidade pode ser explicada por seu efeito anti-inflamatório, que tem reflexos em todo o corpo: “o café atua sobre a circulação, aumentando o fluxo de sangue. Isso evita um acúmulo de toxinas e melhora a oxigenação, o que diminui todo tipo de inflamação, desde acne até celulite.

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cabelo
Os fios também podem sair ganhando com o uso da bebida em máscaras, como destaca Sonia Nesi, que tem um salão que leva o seu nome. “No nosso tratamento, a máscara de capuccino recupera os fios desgastados. O xampu não contém sal, o que equilibra o PH da fibra capilar. Em seguida, aplicamos o condicionador, que deposita os ativos energéticos do café, cravo, canela e chocolate nos fios”. E até o crescimento do cabelo é favorecido: “pesquisas recentes indicam que a cafeína age no metabolismo celular, estimulando o crescimento dos folículos pilosos, dando mais força aos fios e evitando a queda de cabelo”, conta a hairstylist Maria Nazaré Souza, do Salão Jacques e Janine. E, para quem não é muito fã do aroma do grão, ela dá uma dica: “se for fazer uma máscara caseira, opte por café solúvel, porque o café em pó tem cheiro mais forte. Depois, é só usar xampus e condicionadores com perfumes mais agradáveis”.

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rosto
O grão também mostra o seu valor na pele do rosto. “O café é um antioxidante natural, porque é rico em flavonoides, compostos bioativos que protegem a derme do efeito dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento prematuro”, explica Marcelle Cunha, fisioterapeuta dermatofuncional da Clínica Arthys (máscara da foto ao lado). Já a máscara com borras de café (foto abaixo) é ótima para tirar olheiras, garante Catiana Ferreira, esteticista do Viver Zen Spa Urbano: “ela é indicada para bolsas sob os olhos e para clarear a pele, suavizando manchas. A cafeína presente no pó do café possui propriedades clareadoras e firmadoras”.

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corpo
O café ajuda a diminuir a retenção linfática, melhorando o inchaço e o temido aspecto de casca de laranja no corpo. “A celulite é uma inflamação crônica, marcada pela gordura aprisionada nos tecidos, que dificulta a renovação celular”, explica a dermatologista Kaliandra Cainelli. Já existem tratamentos com ingredientes industrializados, como a esfoliação à base de sulfato de silica, semente de uva, cavalinha e café, do Goa Health Club (foto), mas a médica afirma que é possível fazer com ingredientes caseiros, como borra de café: “É importante, no entanto, não ultrapassar a frequência de duas vezes na semana. Esfoliada em excesso, a pele fica ressecada, porque perde a matriz lipídica, uma gordura necessária à derme. A esfoliação pode ser feita também na foliculite, comum no bumbum de muitas mulheres”.

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Receita de creme de Café contra Celulite

O café possui a cafeína que, além de dar mais energia, ajuda a queimar as gordurinhas

Um dos maiores benefícios do café para a pele é sua ação contra a celulite e a pele casca de laranja. Especificamente, a cafeína aplicada sobre a pele possui a capacidade de reativar a circulação sanguínea, facilita o rompimento dos acúmulos de tecidos lipídicos e aumenta os níveis de moléculas que queimam as gorduras no corpo. Hoje em dia são muitos os géis e cremes redutores que incorporam a cafeína como um de seus principais componentes para combater a celulite e contribuir para a firmeza da pele.

ingredientes

• Pó de café usado (borra)
• Azeite
• Filme plástico para embalar alimentos

modo de preparo
• Misturar a borra de café ao azeite até ficar com uma consistência cremosa (não líquida) e granulada
• Levar ao micro-ondas por 20 segundos
• Aplicar nas regiões afetadas pela celulite e cobrir com o filme plástico
• Deixar agir por 30 minutos e retirar em um banho morno

O tratamento pode ser feito duas vezes por semana, mas não se esqueça de praticar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável!

Fonte: Jornal NovaMetrópole

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