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07 nov

“Robô barista” recebe pedidos de café pelo celular

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

 

Máquina de café Briggo, que pode ser acionada por celular e pela internet

 

Máquina de café Briggo, que pode ser acionada por celular e pela internetMáquina de café Briggo, que pode ser acionada por celular e pela internet

Depois do robô barman, chegou a vez do robô barista. Uma empresa norte-americana desenvolveu uma máquina de café que prepara bebidas que, dizem seus criadores, rivaliza com qualquer cafeteria comandada por humanos.

A máquina, chamada Briggo, ocupa 4,6 metros quadrados e é operada por meio de telas "touchscreen". O robô barista foi "treinado" por um barista de verdade e pode preparar 12 opções de bebidas quentes ou frias, com complementos como leite desnatado ou de soja, além de xaropes de chocolate, caramelo e baunilha. Segundo os criadores do robô, a Briggo só utiliza café de produtores certificados e matérias-primas de alta qualidade.

O primeiro protótipo da máquina foi instalado na Universidade do Texas, em Austin (Estados Unidos) e, depois do sucesso da iniciativa, os inventores da máquina abriram uma cafeteria para divulgar sua criação. O robô pode ser acionado à distância –os clientes se registram no site da loja e fazem seus pedidos, que são preparados na hora.

Entre as ampliações do serviço que estão sendo testadas está um aplicativo para celular que faz o pedido para a máquina e que pode agendar o cafezinho para um horário específico do dia.

Café Gourmet
Na contramão do robô barista, um movimento de chefs está trabalhando para melhorar a hora do "cafezinho e a conta" nos restaurantes mais premiados do mundo.

O debate sobre instalar ou não uma máquina de expresso na casa –e arcar com os custos de treinamento, manutenção e matéria-prima– chegaram a atingir até o estrelado Noma, do chef René Redzepi, considerado por três anos consecutivos o melhor restaurante do mundo pela influente lista da revista "Restaurant".

Segundo o chef declarou em uma convenção de baristas em setembro deste ano, a decisão de alterar o modo como o café era tratado no Noma aconteceu quando Redzepi percebeu "que tinha especialistas para tudo no restaurante: sommeliers, especialistas em plantas, em musgos… Mas nunca um especialista em café". O restaurante agora conta com um funcionário que prepara a bebida em um coador, diante do clientes.

No entanto, muitos chefs consideram o café expresso uma bebida difícil de acertar e, por isso, apelam para os cafés em cápsulas –de acordo com reportagem da revista norte-americana "New York Magazine", pelo menos 30% dos restaurantes com estrelas no importante guia "Michelin" usam máquinas automáticas com cápsulas. ( Uol)

 

09 abr

Designer cria cafeteira com conceito futurista

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Designer cria conceito de cafeteira futurista

A HJC, consultoria inglesa para produtos e design, apresentou sua inovadora abordagem para um item bastante querido em escritórios e residências: a cafeteira. O maior chamariz da Peel Coffe Maker reside em sua base em aço inoxidável moldado, com relevos equivalentes a propagações ondulares, que farão com que o usuário saiba exatamente onde posicionar sua xícara, evitando possíveis desperdícios do precioso café.

Peel Coffee Maker (Foto: Divulgação)
Peel Coffee Maker (Foto: Divulgação)

Nas bordas inferiores e superiores da cafeteira, foram dispostas suaves lâmpadas azuis em LED, que ajudariam a manipular a Coffe Maker em momentos de baixa luminosidade. O design foi pensado para harmonizar com a decoração de qualquer cozinha e copa. Acabamento acetinado fosco em companhia da base metálica e a iluminação em azul: não há como não sentir um prazer extra tendo um (útil) item como este ainda fazendo papel decorativo.

Peel Coffe Maker é capaz de produzir 1,5 L de café por vez, optando entre concentrações normal e forte. A interface ainda é facilitada, a fim de que mesmo quem não é muito íntimo degadgets (nem tão) tecnológicos possa passar seu café de maneira cômoda e sem grandes problemas.

Peel Coffee Maker (Foto: Divulgação)
Peel Coffee Maker (Foto: Divulgação)

Apesar da entrega do projeto pela HJC, ainda não é possível apontar se o produto será realmente lançado no mercado.

TechTudo/Yanko Design

 
26 mar

Espressione lança coleção de xícaras Caminhos do Brasil com pinturas de Thais Ibanez

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 xicara dançatuque da Coleção Caminhos do Brasil“Minha arte tem inspiração nos caminhos que percorri dentro da nossa diversidadecultural e esta coleção eterniza em cores toda a nossa brasilidade” Thaís Ibanez/Artista PlásticaReconhecida mundialmente, tendo uma pintura com traços alegres de cores vibrantes capaz de transmitir a alegria do brasileiro, Thais Ibanez foi a brasileira escolhido para expor sua obra na exposição paralela aos Jogos Olímpicos de Londres.

artista plástica Thais IbanezA artista plástica Thais Ibanez, paulista de Diadema, tem em sua arte a valorização da cultura brasileira. Vemos em suas pinturas a representação das mais intensas manifestações do Folclore Brasileiro através da música, da dança, do artesanato e de todas as formas de expressões da cultura de nosso povo.

Os traços da pintura de Thais Ibanez extrapolaram o plano das telas para estampar roupas finas, moda praia e capas de livros de famosas editorasbrasileiras e chegam as xícaras de cafés na coleção Caminhos do Brasil da industria de máquinas Espressione.

Coleção Caminhos do Brasil

“Minha arte tem inspiração nos caminhos que percorri dentro da nossa diversidade cultural e esta coleção eterniza em cores toda a nossa brasilidade”  Thaís Ibanez/Artista Plástica 

 

 Coleção Caminhos do Brasil da artista plástica Thais Ibanez

A Coleção de xícaras Caminhos do Brasil lançada pela Espressione, podem ser adquiridas pela Café Fácil, composta por seis estampas foram inspiradas nas manifestações culturais representando a Brasilidade, o Dançando Carimbó, o Dançatuque, as festas de Pernambuco, o Ritmo Baiano e o Samba de Carnaval.

Coleção Caminhos do Brasil da artista plástica Thais Ibanez

Serviço:
Informações 0800 941 9012
Onde comprar e conhecer todas as peças da coleção
www.cafefacil.com.br

Veja a coleção completa das xícaras 

09 fev

Café e carnaval – Vá para a folia cheio de energia!

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Café e carnaval – Vá para a folia cheio de energia!

 

Que um bom café pode ajudar em muitos momentos, muita gente já sabe. Então que tal uma energia a mais para começar bem o dia, seja de trabalho ou de folia?! Saiba mais, no texto a seguir, sobre os benefícios dessa bebida tão brasileira e sobre a composição do cafezinho nosso de casa dia, tema de pesquisas do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café.

Desde a descoberta do café percebe-se a essência estimulante desse grão. Contam os livros que um pastor de cabras nas montanhas da Abissínia – hoje região entre Etiópia, Sudão e Quênia – percebeu que seus animais ficavam mais alegres ao comerem um fruto vermelho de determinados arbustos. É daí que se origina o café, descoberto na África, disseminado como bebida no mundo árabe, degustado nas cafeterias da Inglaterra e da França, e enfim, consagrado no Brasil como o alimento mais consumido pelos brasileiros.

Esse efeito de alegria e energia que o café proporciona vem de um dos seus elementos, a cafeína, que quando consumida em quantidade moderada têm seus benefícios já reconhecidos no mundo científico. A cafeína pertence ao grupo de compostos químicos chamados metil-xantinas, presentes em uma grande quantidade de alimentos, cerca de 60 espécies de plantas no mundo contêm esses compostos, como café, guaraná, cola, cacau, chocolate e chás. É justamente a cafeína que confere as propriedades características do café. As xantinas são substâncias capazes de estimular o sistema nervoso, produzindo um estado de alerta de curta duração. A absorção da cafeína no organismo é muito rápida, assim como a sua distribuição, passando rapidamente para o sistema nervoso central. É interessante ressaltar que o consumo moderado do café não está associado a nenhum risco à saúde.

Existem pesquisas que atestam que o café apresenta ação antioxidante, atua no combate aos radicais livres e, consequentemente, diminui os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. No cérebro, ela atua sobre os receptores de adenosina, exercendo ação inibidora que impede que ele aja como redutor da pressão sanguínea, da frequência cardíaca e da temperatura corporal, ou seja, fatores responsáveis pela sensação de sono. Efeito que sentimos, de outro modo, como aquela sensação de estímulo e disposição depois de uma xícara quentinha de um bom café.
Mas nem só de cafeína é composto o café. A bebida que também é preferência nacional concentra diversos compostos benéficos, entre os quais, vitaminas, sais minerais, aminoácidos e açúcares, como explica a pesquisadora do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Maria Brígida dos Santos Scholz, que desenvolve estudos de composição do café, com apoio do Consórcio Pesquisa Café. A pesquisadora cita o exemplo dos ácidos clorogênicos, melanoidinas, fenólicos e trigonelina, compostos que torna uma bebida apreciada também por sua contribuição para a saúde. “O café concentra diversos componentes que têm diferentes funcionalidades no organismo”, destaca. Mas Brígida ressalta a importância da torra a qual o café é submetido, “insistimos num processo de torra menos intensa, pois isso é determinante para que estes compostos contidos nos grãos permaneçam na bebida”.

Um bom exemplo de um estímulo positivo do café está em pesquisas que relatam como a bebida pode facilitar sua vida na academia. Segundo uma pesquisa da Universidade de Illinois (EUA). Uma xícara de café antes da malhação, além de dar uma energia extra, facilitando nos exercícios, diminui a dor causada por eles. Os pesquisadores dizem que a cafeína age diretamente sobre partes do cérebro e da medula espinhal envolvidas no processamento da dor, seja você um consumidor usual ou não.
Ou seja, desde que sem excessos, tudo nos é permitido, do café ao carnaval. Beba seu café e caia na folia!

Fontes:
 

Artigo Vantagens e Males da Cafeína (http://pt.scribd.com/doc/13288315/Vantagens-e-Males-da-Cafeina)
http://agoraoununca-light.blogspot.com/2009/07/cafeina-os-efeitos-positivos-e.html
http://saude.abril.com.br/busca/busca.shtml?ac=0&np=10&rd=1&ao=0&qu=cafe%EDna
 

23 nov

Café coado é ao gosto do freguês

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E no princípio era apenas o pano

  • Por Daniel Telles Marques

A história é mãe do gosto. A popularização do café se deu pelo coador. Era assim que os europeus preparavam a bebida nas cafeterias das grandes cidades. Coador de pano na mão e pó na água quente na outra, explicou a historiadora Ana Luiza Martins, autora do livro A História do Café.

E quando a bebida chegou ao Brasil, lá em 1727, na rabeira da crise do açúcar, era coada que se bebia. E foi assim até a segunda metade do século 20, mesmo nas fazendas de café cheias de imigrantes italianos.

O apego ao pano era cronológico e financeiro. As máquinas de expresso só foram criadas no início do século 19 – e ganharam fôlego comercial só no começo do século 20. Quando os italianos chegaram aqui, eram caras (e raras). “Os italianos que vieram, seja para o campo ou para cidade, eram em geral pobres e não podiam comprar máquinas de expresso”, diz Ana Luiza.

A urbanização tardia do Brasil ajudou a perpetuar o hábito do cafezinho. As máquinas de expresso deram as caras no Brasil a partir dos anos 1950 em cafés luxuosos das cidades e dominaram o consumo nos centros urbanos do homem moderno regido pelo trabalho na indústria e pelo tempo marcado pelo relógio. Por muito tempo, coado e o expresso conviveram nas cafeterias, mas a partir dos anos 1980, a moda do expresso pegou e o coado perdeu espaço nos restaurantes. Mais recentemente, com a queda dos preços das máquinas, foi saindo das casas também.

Para a historiadora, a volta do coador tem pelo menos duas explicações. A primeira comportamental e nostálgica e a segunda, comercial, devido ao fortalecimento do mercado interno e demanda por bons grãos.

Aqui tem café no bule!

  • Por Daniel Telles Marques  | Paladar Estadão

Colaborou Heloisa Lupinacci

Café coado é ao gosto do freguês. Os coadores dão à bebida características próprias e estão voltando à moda entre os gourmets. Aos poucos, pelo mundo, esse café que toma uns minutos para ser passado, é menos encorpado e não tem espuma, começa a recuperar o espaço perdido para o expresso nos últimos anos.

O Paladar testou o mesmo café em aparelhos diferentes. Coamos em filtro de papel, náilon e flanela para desvendar a influência de cada um deles na bebida. Sem termômetros e balanças – de científico só as reações químicas da água em contato com o pó para liberar os aromas guardados no grão e os movimentos da mistura no coador para otimizar a extração.

É café feito no olho, medido a colheradas, com água mais ou menos na medida (uma colher de sopa de pó para 150 ml de água) e em maior quantidade que uma xícara, porque este é um método que permite compartilhar. “Uma xícara de expresso nunca é exatamente igual a outra”, diz Ensei Neto, consultor de café. Aquilo que cai no bule é.

Café bom, quem diz é a língua, e ele pode ficar melhor conforme a preferência de cada um. “Pela escolha do método, é possível intensificar a percepção do amargor ou privilegiar a acidez, deixando-a agradável com a sensação do adocicado”, diz Ensei. Os cinco métodos ao lado estão em escala de amargor. Do bule vermelho, mais amargo, ao verde, mais adocicado.

Em geral, os brasileiros gostam do trava-língua forte do cafezinho – feito com o pó na água, cheio de compostos clorogênicos (tipo o gosto de jilós) e de cafeína, bem adoçado.

A preferência nacional pelos sabores fortes costuma ser apontada entre os motivos para o crescimento do expresso. Mas isso está em mudança: desde que bons cafés deixaram de ser apenas produzidos para exportação, os brasileiros passaram a apreciar melhor o café e, paradoxalmente, os métodos que concentram sabores (como o expresso) não são os melhores para perceber as qualidades da bebida. É como se as partículas brigassem para chegar ao nariz e à língua. No café coado, não há tanto congestionamento e as partículas ficam mais ágeis para o seu prazer.

ANTES DE PÔR O PÓ NO COADOR

Escaldar. É preciso jogar água quente no filtro – seja ele de pano ou de papel – e no recipiente em que o café coado vai cair antes de colocar o pó no circuito.

Água. O ideal é usar água mineral, mas na prática, no dia a dia, pode-se usar água filtrada. Use uma água que você beberia. Ou seja, se não toma água da torneira, não faça café com ela.

Temperatura. Não deixe a água ferver. Mas se ela ferver, não precisa jogar fora. É só esperar esfriar um pouco.

Invista no café. Não adianta fazer tudo direitinho e usar café ruim. Compre um bom café já moído (em cafés, empórios e alguns supermercados) ou um moedor (a partir de R$ 50) e moa o grão em casa. Se usar café em pó convencional, reduza a quantidade indicada.

NO CLÁSSICO, DE FLANELA, O PÓ VAI NA ÁGUA

O mais amargo.

COMO FAZER |O cafezinho clássico segue o método pó na água: esquente a água em uma caneca, acrescente o pó, na proporção de 1 colher (sopa) para cada 150 ml de água e misture. Mantenha a água no fogo, espere o pó subir à superfície, desligue o fogo, deixe a mistura descer um pouco e então passe o café pelo coador de flanela.

O CAFÉ | Cafés mais clássicos, com notas de caramelo e chocolate.

MOAGEM DOS GRÃOS | Grossa, como grãos de açúcar orgânico, para reduzir a liberação de substâncias que dão o amargor.

O QUE MUDA | Jogar o pó na água quente intensifica a liberação de compostos que dão o amargo à bebida. Como as tramas da flanela são mais abertas, os óleos essenciais do café passam pelo tecido intensificando o amargor.

PARA QUEM | Os fãs do café clássico. E para quem simpatiza com a ideia de recuperar a tradição. Adoce com uma lasca de rapadura e tome em xícara de ágata.

ALGODÃO: A ÁGUA VAI NO PÓ

Entre o amargo e o equilíbrio.

COMO FAZER | O pó deve ser acomodado no coador de algodão do Hario Woodneck. A água deve ser despejada até que comece a gotejar embaixo. Então faça uma breve pausa para que a água seja absorvida pelo pó. Aí é só despejar o restante da água fazendo movimentos circulares e evitando as bordas para não deixar que se forme um acúmulo de café centro do filtro. Depois de coado o café, é preciso girar a jarra para oxigenar a bebida.

O CAFÉ | Cafés com boa acidez e encorpado, com notas de cítrico e caramelo.

MOAGEM DOS GRÃOS | Média grossa, para permitir a extração mais otimizada dos doces e amargos da café, mas não permitir a passagem de resíduo.

O QUE MUDA | Assim como no coador de flanela, as tramas permitem a passagem de óleos, mas neste caso, como é a água que vai para o pó e não o pó que ferve com a água, os compostos do amargor não se liberam tanto. O resultado é um café menos travante e bem mais doce do que o típico cafezinho.

PARA QUEM | Amantes do coador de pano e do design japonês.

O NÁILON É O EQUILIBRADO

Equilibrado.

COMO FAZER | Acomode o pó no coador de náilon na base de plástico. Dê uma batidinha para nivelar o pó e faça uma pré-infusão: molhe o café até começarem a pingar as primeiras gotas. Espere um instante e despeje a água com intensidade e movimentos rápidos. As ranhuras da base não são altas, mas são densas e criam um fluxo constante de água. Seu formato (de cone sem ponta), cria uma turbulência em direção ao meio do coador, acumulando pó ao fundo. O buraco por onde cai o café é pequeno, daí a importância de manter o fluxo rápido para que a água permaneça menos tempo em contato com o pó, o que amarga a bebida. Como as tramas do náilon são ligeiramente abertas, quanto mais rápida a passagem da água, menos resíduos passarão para a bebida.

O CAFÉ | Cafés com boa acidez, corpo e notas cítricas e de caramelo vão bem nesse método.

MOAGEM DOS GRÃOS | Média, para minimizar a passagem de resíduos pelo coador.

O QUE MUDA | A bebida fica equilibrada, com amargor, acidez e doçura equivalentes. Como a moagem ideal para o método é a média, a reação da água com o café é menos intensa. Do mesmo modo que há menos amargor, há também menor concentração de açúcares e acidez.

PARA QUEM | Para todos. É o método com a extração mais equilibrada e os equipamentos mais facilmente encontrados.

DE PAPEL, MAS TIPO ORIGAMI

Entre o equilíbrio e o doce.

COMO FAZER | Primeiro, arme o coador, que vem dobrado em quatro: abra uma aba de modo a fazer um cone (que terá uma camada numa extremidade e três na outra). Ponha o filtro no Chemex, cuidando para deixar as três camadas paralelas ao bico – isso evita que o filtro grude impedindo a saída de ar, o que atrapalha a descida do líquido. Ponha o pó, dê uma batidinha para nivelar, faça a pré-infusão, espere um instante e despeje a água evitando as laterais até que a mistura fique dois dedos abaixo do topo. Espere descer e despeje o restante da água, com movimentos circulares intensos buscando as laterais.

O CAFÉ | Cafés com notas de especiarias.

MOAGEM DOS GRÃOS | Média para fina. O filtro de papel grosso retêm parte dos óleos do amargo, deixando a bebida mais suave.

O QUE MUDA | Como o filtro não tem ranhuras, o café demora para passar pelo coador e fica mais amargo que o coado no náilon, mas há também liberação de açúcares, que deixam a bebida equilibrada.

PARA QUEM | Os fãs de rituais – preparar o filtro, escaldar, coar, compartilhar toma uns bons minutos, durante os quais dá até para aproveitar a deixa e contar que a jarra, desenhada do químico Peter Schlumbohm em 1941. está no acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York.

TAPINHAS PARA ASSENTAR O PÓ

O mais doce.

COMO FAZER | Você pode usar um filtro de papel comum adaptado no suporte de cerâmica do tipo Hario V60, mas terá de adaptá-lo para que fiquem em formato de cone: dobre as duas laterais do filtro (um dedo de largura de cada lado), a ideia é fazer um bico na ponta. Ponha o café, dê uns tapinhas nas laterais para assentar o pó. Despeje a água para fazer a pré-infusão, depois que as gotas pararem de cair, despeje uma parte da água em movimentos circulares lentos, evitando as bordas. Quando a mistura chegar quase ao topo, espere até que desça quase totalmente e só então volte a despejar água, desta vez, buscando as bordas. É fundamental que o fluxo da água acompanhe as ranhuras do V-60, em sentido horário.

O CAFÉ | Cafés com notas mais efêmeras, como as florais e boa acidez.

MOAGEM DOS GRÃOS | Moagem média para fina, como um grão de sal. Como o café é extraído rapidamente, vai pouco amargor para a xícara, exaltando-se os doces e ácidos.

O QUE MUDA | Na extração, a água fica pouco tempo em contato com o pó e extrai-se mais açúcares, o que deixa a bebida mais equilibrada e agradável.

PARA QUEM | É o método que entrega o café menos amargo, mais doce. É bom para treinar o paladar na identificação de sabores que normalmente são escondidas pelo amargo.

Fontes: Flavia Pogliani, do Martins Café, e Ensei Neto/ Blog´s Estadão

09 nov

Expresso X Espresso

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

mas quem realmente deveriam ser os donos da resposta correta são os professores de história e português, mesmo não existindo aEssa deve ser a maior polêmica no mundo do café. Os apaixonados por café e os baristas podem ser boas fontes de resposta para essa pergunta, lgo certo ou errado. É tudo uma questão de estilo e gosto.

Assim como o cappuccino, o termo ESPRESSO vem da Itália. Ele surgiu em 1946, da comercialização e popularização de um modo de extração de café criado pelo italiano Luigi Bezzera no início do século XX. A passagem de uma água bem quente sob alta pressão pelo café moído pode explicar a origem do nome.

Bom, sabemos então que o nome original é com a letra S. 1 a 0 para os professores de história. Porém, a palavra ESPRESSO na língua portuguesa não existe. Se procurarmos no dicionário encontraremos EXPRESSO, que vem do latim EXPRESSUS e significa comprimir, tirar de, espremer. Está aí o empate dos professores de português. Em Portugal, por exemplo, não é nem um nem o outro, eles dizem BICA, que nada mais é que o lugar por onde sai a bebida da máquina.

A conclusão que tiramos é justamente o que dissemos no primeiro parágrafo. Tudo é uma questão de estilo e gosto. Se você quiser dizer como os criadores italianos e usar o nome original, utilize o S. Já se quiser “aportuguesar” e seguir a língua portuguesa, utilize o X. A única coisa que você não pode fazer é escrever com um S só antes do O. Aí não é questão de estilo ou gosto, é questão de outra coisa. 

 

Por Cafeteria NG

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