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17 maio

Com maracujá e café, casal aposta em cerveja artesanal sustentável

Publicado por Redação Blog Café Fácil Comentários

Daniela Ayres e Lucas Soares Do G1 Sul de Minas

No Sul de Minas, Paraisópolis, Extrema, Monte Verde e Santa Rita do Sapucaí são alguns dos locais onde há microcervejarias (Foto: Daniela Ayres/ G1)
Em expansão, mercado já conta com microcervejarias artesanais em cidades como Paraisópolis, Extrema, Monte Verde e Santa Rita do Sapucaí (Foto: Daniela Ayres/ G1)

"Beber menos para beber melhor" é a palavra de ordem para quem é adepto da moda "faça a sua própria cerveja". No Sul de Minas, um casal apaixonado por cerveja artesanal resolveu levar esse lema ao extremo e investir em um projeto de fábrica sustentável. Ali, na zona rural de Paraisópolis (MG), tudo se aproveita: do bagaço dos insumos usados na fermentação da bebida ao potencial produtivo da fazenda onde a produção acontece.

Casal investe na produção de cervejas artesanais em fábrica na zona rural de Paraisópolis (Foto: Lucas Soares/G1)
Casal investe na produção de cervejas artesanais
em fábrica na zona rural de Paraisópolis
(Foto: Lucas Soares/G1)

"Até o meu casamento [em 2015], eu não gostava, mas aí você vai aprendendo a gostar porque você vê que tem um sonho, um potencial de crescimento. A gente faz um produto único, que ninguém mais faz e, quando você chega e ouve elogios, é muito gratificante. A gente é sócio por lei, mas faz por puro prazer. O sonho de um é o sonho de outro", diz Júnia Falcão, que é carinhosamente interrompida pelo marido. "Se ela não tivesse entrado, esse projeto não sairia", garante o engenheiro Fabrício Almeida.

A paixão pela cerveja artesanal é tanta que, até no casamento, os dois produziram e serviram a própria criação. Um preparo de seis meses para obter 400 litros da cerveja exclusiva, servida apenas na festa com os amigos.

"O brinde do casamento foi uma garrafinha com os nossos nomes. Foi um sucesso e aí a gente viu que aquele produto estava bom e bem aceito. As outras bebidas destiladas sobraram todas, mas a cerveja toda foi consumida. Foi aí que a gente andou com o plano", conta Fabrício.

Casamento de Fabrício e Júnia foi comemorado com cerveja artesanal produzida pelo casal (Foto: Arquivo Pessoal)
Casamento de Fabrício e Júnia foi comemorado com cerveja artesanal produzida pelo casal
(Foto: Arquivo Pessoal)

De hobby a investimento
Quando descobriu os vários sabores que uma cerveja pode proporcionar ao paladar, Fabrício começou a estudar o assunto. Era 2006 e ele confessa que produzir a bebida ainda era um projeto muito distante. Em 2010, ele comprou os equipamentos e arriscou fazer sua receita na cozinha de casa mesmo. "E aí foi virando um hobby. É um hobby bom que, se der errado, você bebe toda a produção", diverte-se.

É um hobby bom, que se der errado, você bebe toda a produção"

Fabrício Almeida

Com o apoio de Júnia, o hobby ganhou força e foi parar na fazenda dos pais dele, onde, em 2015, surgiu uma das poucas microcervejarias artesanais do Sul de Minas. "O investimento para montar a fábrica é muito alto. A gente tinha facilidade de ter uma área dentro da fazenda, onde já se produzem vários produtos que são consagrados pela qualidade. Então, tem o café, que já foi premiado como o melhor do Brasil, suínos, derivados como linguiça e torresmo, que são famosos, mandioca orgânica, feijão. A gente quis estar neste micro-clima que favorecesse isso também", conta.

Reaproveitar o malte na alimentação animal e o lúpulo, cheio de proteínas, nos compostos orgânicos que adubam a fazenda enriqueceu a história da bebida, que ainda tem uma distribuição restrita a mercados de Minas Gerais e interior de São Paulo.

Fabrício e o pai na lavoura de café: produto campeão também entra na receita da cerveja artesanal (Foto: Lucas Soares/G1)
Fabrício e o pai na lavoura de café: produto campeão também entra na receita da cerveja artesanal
(Foto: Lucas Soares/G1)

Entre plantações e bebida
Todo final de semana, Júnia e Fabrício saem do interior de São Paulo, onde tocam suas carreiras profissionais, e voltam para a terra natal, no Sul de Minas, para passar sábado e domingo em meio a estufas, plantações e esteiras de envase. Mensalmente, 4,5 mil litros de cinco tipos de cervejas saem da fábrica que eles montaram há cerca de 1 ano.

Casal se reúne aos finais de semana para produzir cerveja na zona rural de Paraisópolis (Foto: Lucas Soares/G1)
Casal se reúne aos finais de semana para
produzir cerveja na zona rural de Paraisópolis
(Foto: Lucas Soares/G1)

Até o pai de Fabrício, o agrônomo Paulo Sérgio de Almeida, entra no desafio. "Eu degusto, checo como estão as estufas enquanto eles não estão aqui", conta. É ainda influência do trabalho do senhor Paulo as características sustentáveis da microcervejaria.

"Nós temos um trabalho diferenciado já desde 2000 com café orgânico", conta, orgulhoso, o agrônomo, que é referência na produção de cafés especiais e em 2001 ganhou um prêmio internacional de qualidade.

Agora, ele vê o filho seguir o mesmo caminho com outra bebida que aprecia bastante. O café usado na cerveja escura de Fabrício e Júnia ou o maracujá que confere sabor e refrescância à de trigo resultam do cultivo orgânico desenvolvido pelo senhor Paulo há décadas.

"Com a ideia de trazer a cervejaria, agregaram duas coisas de altíssimo valor, de fazer um produto nobre, que não existe no mercado. E agora juntaram as duas coisas, o café e a cerveja- uma cerveja que vai o meu café campeão dentro dela", comemora.

De pai para filho: produção orgânica de café se reflete na microcervejaria, Paraisópolis (Foto: Daniela Ayres/ G1)
De pai para filho: produção orgânica de café e maracujá se reflete na microcervejaria
(Foto: Daniela Ayres/ G1)

Aposta no futuro
Embora ainda não consiga viver exclusivamente da produção artesanal, o casal cervejeiro do Sul de Minas tem planos ambiciosos para o investimento. A conquista da medalha de prata no Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau (SC), realizado em março de 2016, foi um dos sinais de que os dois estão no caminho certo.

"É um projeto de vida. A gente pega como comparativo os Estados Unidos", diz Fabrício. "Lá, a cerveja artesanal representa 10% do mercado, enquanto, no Brasil, a gente está com menos de 1% do mercado [explorado] ainda, ou seja, tem um potencial muito grande e um interesse cada vez maior dos consumidores em ter um produto diferenciado", avalia.

Minas Gerais é o segundo maior estado produtor de cerveja, cervejas artesanais, Sul de Minas (Foto: Daniela Ayres/ G1)
Minas Gerais é o segundo maior estado produtor
de cervejas artesanais no Brasil
(Foto: Daniela Ayres/ G1)

Mercado em expansão
Cerca de 1,2 milhão de litros de cerveja artesanal são produzidos por mês em Minas Gerais. A estimativa é da Associação Mineira de Cervejeiros Artesanais (Acerva Mineira) e considera as 30 fábricas montadas, registradas e com produção regular em todo o Estado.

"Nossa produção só perde para a de Santa Catarina. Somos o segundo maior produtor de cerveja do país, mas, mesmo assim, o número de fabricantes é subestimado. No Sul de Minas mesmo não temos esse controle", diz Kelvin Azevedo de Figueiredo, diretor da Acerva Mineira.

Exemplos como o de Paraisópolis (MG), cuja microcervejaria é legalizada, ainda são raros na região. Monte Verde, distrito pertencente a Camanducaia (MG), Santa Rita do Sapucaí (MG) e Extrema (MG) são outras localidades que começam a ter investimentos nesse setor.

"Há muitos produtores que ainda não têm cadastro, fazem em casa e para amigos somente, além daqueles que usam as instalações de outros fabricantes para produzir a sua própria cerveja. Podemos estimar por baixo que em Minas encontramos pelo menos 3 mil cervejeiros", calcula, tomando ainda por base a matrícula de mais de 2 mil alunos em cursos de sommeliers, com mais de 100 formados apenas em Belo Horizonte (MG).

Em Monte Verde, microcervejaria desenvolveu cinco tipos de bebidas próprias (Foto: Daniela Ayres/ G1)
Em Monte Verde, microcervejaria desenvolveu cinco tipos de bebidas próprias (Foto: Daniela Ayres/ G1)

MG já teve mais de 200 cervejarias, diz associação
Segundo Figueiredo, a bebida começou a se fortalecer como empreendimento no Estado há quatro anos. Hoje, a produção segue uma tendência popularizada nos Estados Unidos, mas, de certa forma, retomaria uma tradição.

"Um de nossos associados começou uma pesquisa que mostra que em Minas Gerais já tivemos mais de 200 cervejarias, montadas por alemães e suíços que vieram trabalhar em rodovias e ferrovias. Há relato de cervejaria dentro de igrejas. Coisa de 70 anos atrás", conta o diretor da Acerva.

"Agora retomar essa produção, mesmo com os impostos sobre o setor (que equivaleriam a 65% do valor do produto) e com o dólar alto, é atrativa novamente pelo acesso a insumos de qualidade, ainda que importados. A qualidade, a possibilidade de produzir algo próprio, de fazer parte de uma cultura que usa técnicas antigas e que, ao contrário do vinho, possui mais de 200 estilos, entre tipos e subtipos, motiva muito o cervejeiro", garante Figueiredo.

Dono de loja especializada em cervejas artesanais em Monte Verde, MG, Rafael Lima garante que setor tem fôlego para crescer na região (Foto: Daniela Ayres/ G1)
Dono de loja especializada em cervejas artesanais, Rafael Lima garante que setor tem fôlego para crescer
(Foto: Daniela Ayres/ G1)

Paixão e lucro
Rafael Santos Lima sabe como é a sensação descrita pelo diretor da Acerva. Dono de uma loja especializada na bebida em Monte Verde (MG), distrito de Camanducaia (MG), Lima trabalha com cerca de 200 rótulos do Brasil e de diversas partes do mundo, mas há um ano e meio desenvolveu a sua própria receita.

Dicas do sommelier Rafael Lima:

– Cervejas escuras e de trigo são mais encorpadas e combinam com o clima frio. As escuras, especialmente, vão bem com sobremesas e carnes

– Cervejas do estilo pielsen e claras combinam com pratos leves, como saladas e frutos do mar

– Cervejas tipo lambic, aquelas feitas com frutas, combinam com o verão e harmonizam bem com chocolate branco

"Eu faço em casa. Tenho a minha própria receita e gosto de dividir isso com os amigos", conta Lima, que também é sommelier (profissional com amplo conhecimento de bebidas) especializado em cerveja.

"Não é difícil. É como uma receita de bolo. E um equipamento com capacidade para 20 litros sair em torno de R$ 500. Se você comparar, uma cerveja puro malte leva 21 dias para ser feita em casa e uma garrafa de 600 ml sai a R$ 2, enquanto no mercado ela custa R$ 20", exemplifica.

Nas prateleiras da loja, Lima encontra um motivo a mais para que a moda da cerveja artesanal ganhe cada vez mais adeptos na região. Uma garrafa de 750 ml com uma cerveja que leva pouco mais de 1 ano para ficar pronta custa R$ 400. Outra, com fabricação dividida entre Alemanha e Estados Unidos, chega a ser comercializada a R$ 110.

As cervejas artesanais brasileiras e, em especial, as sulmineiras ainda estão longe desse mercado hipervalorizado. Mas, segundo o sommelier, é justamente a criação de uma cultura, de uma história envolvendo o produto que o torna especial para o consumo. "O mercado está em ascensão. Estamos saindo das chamadas "american larger" [o tipo de cerveja mais comercializado em supermercados e bares do país]. O que procuramos agora são os sabores", afirma.

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